CPI retira acusação de genocídio atribuído a Bolsonaro

Bolsonaro não será acusado pela suposta prática 
de genocídio. Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia

Senadores do grupo majoritário firmaram acordo para não levar a ideia adiante

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 não acusará o presidente da República, Jair Bolsonaro, por homicídio qualificado nem pela prática de crime de genocídio contra as populações indígenas.

Inicialmente, o indiciamento do chefe do Executivo federal por estes dois crimes estava presente na última minuta do relatório preparado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Porém, os parlamentares do grupo majoritário da CPI firmaram acordo para não levar a ideia adiante.

Depois de um encontro entre os integrantes da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que o crime de homicídio seria “absorvido” em outro tipo penal pelo qual Bolsonaro será indiciado, o de crime de epidemia com resultado de morte. “É só um ajuste no tipo penal”, explicou o presidente da CPI.

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Crimes atribuídos ao chefe do Executivo federal

(1) infração a medidas sanitárias preventivas;

(2) emprego irregular de verbas públicas;

(3) incitação ao crime;

(4) falsificação de documento particular;

(5) charlatanismo;

(6) prevaricação;

(7) crime contra a humanidade; e

(8) crime de epidemia com resultado de morte.

Edilson Salgueiro

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