Jornalistas afegãos lamentam futuro ‘sombrio’ para imprensa sob o Talibã

 [Arquivo: Etilaatroz via Reuters]


O novo regime força o êxodo de jornalistas do Afeganistão, onde a liberdade de imprensa foi uma das poucas conquistas reais da ocupação ocidental.

Shabir Ahmadi começou seu trabalho na TOLO TV, a maior emissora privada do Afeganistão, durante um dos dias mais sombrios para a mídia no país dilacerado pela guerra: 21 de janeiro de 2016.

Na noite anterior, um terrorista suicida do Taleban matou um designer gráfico, editor de vídeo, decorador de cenários, três dubladores e um motorista que trabalhava para a ala de entretenimento da TOLO.

Quando ele chegou ao escritório da TOLO na manhã seguinte, os guardas na porta estavam confusos e ainda tristes. Eles não tinham ideia do que fazer com Ahmadi. Eles olharam para o então jovem de 24 anos, que havia acabado de terminar seu trabalho com o principal rival da TOLO, 1TV, e perguntaram se ele estava “louco” para começar a trabalhar em uma rede que havia sofrido ataques diretos apenas algumas horas atrás.

Gazeta Brasil

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