Edital do Sesc RJ: Inscrições de projetos artísticos são prorrogadas até o dia 22 de outubro

 

Selecionados vão compor parte da programação cultural do Sesc RJ  a partir de março de 2022. No total, serão destinados R$ 10 milhões às produções artísticas

Sesc RJ prorrogou para até o dia 22 de outubro (sexta), às 17h, as inscrições de propostas artísticas no âmbito do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2021/2022. A iniciativa se propõe a fomentar, apoiar e estimular a produção artística e cultural do Estado do Rio de Janeiro, comprometendo-se com a formação de público e com a inclusão social. No total, serão destinados R$ 10 milhões para as produções artísticas selecionadas e que comporão a programação do Sesc RJ a partir de março de 2022.

Serão aceitos projetos de todo o Brasil de exposições de artes visuais, apresentação de obras audiovisuais, espetáculos teatrais, espetáculos circenses, apresentações de dança, temporadas de teatro, dança, circo, saraus literários, shows e concertos de música, intervenções artísticas, performances e obras virtuais, destinados aos públicos adulto e infantil.

As inscrições podem ser feitas em www.sescrio.org.br, onde também está disponível o edital.

As apresentações estão previstas para serem realizadas em diferentes ambientes como espaços expositivos, salas de teatro, auditórios e áreas ao ar livre de abrangência das unidades do Sesc no estado do Rio de Janeiro. Os valores destinados a cada produção dependem do porte e da linguagem artística.

Podem se inscrever pessoas jurídicas do Brasil, com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural, legalmente constituídas, artistas, curadores, produtoras artísticas, companhias e grupos teatrais e de dança que contemplem atividade artística em seu estatuto ou contrato social. Também serão aceitos Microempreendedores Individuais (MEI).

A seleção se dará em três etapas, sendo as duas primeiras de caráter eliminatório, quando serão avaliadas a documentação e adequação técnica da proposta. Na terceira etapa, os projetos serão analisados por uma Comissão de Seleção e Avaliação composta por profissionais de notório saber da arte e da cultura e por representantes do Sesc RJ que atuam no planejamento e no desenvolvimento da programação cultural da instituição no estado do Rio de Janeiro. 

· Etapa 1: análise documental, de caráter eliminatório, pela comissão interna;

· Etapa 2: habilitação técnica de projetos, de caráter eliminatório pela comissão interna;

· Etapa 3: avaliação pela comissão de seleção e avaliação, de caráter classificatório.


Reconectar, movimentar e impulsionar

O conceito do edital está amparado em três pilares, representados pelos verbos “reconectar”“movimentar” e “impulsionar”. A intenção é reconectar o artista com o palco, movimentar a relação dele com o público do Sesc RJ e impulsionar o fazer artístico em todas as suas esferas. O título “Pulsar” remete à ideia de “estar vivo”, numa alusão à resistência da Cultura diante da pandemia da Covid-19.

“O setor artístico foi um dos mais impactados pela crise da Covid-19 e será um dos últimos a voltar plenamente à normalidade. Isso está causando um prejuízo enorme não só à cadeia produtiva das artes, mas para a sociedade como um todo, que perdeu muito em qualidade de vida ao ficar privada tanto tempo dessas manifestações, apesar dos nossos esforços em migrá-las para o ambiente virtual. Com o Sesc RJ Pulsar, queremos impulsionar esse setor que tem forte participação na economia fluminense e ampliar a oferta de produtos culturais”, diz o presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.

Rio de Mãos Dadas

Além do edital, a campanha Rio de Mãos Dadas, do Sistema Fecomércio RJ (Sesc RJ e Senac RJ), engloba uma série de ações, com participação dos setores público e privado, para incentivar a retomada da confiança dos fluminenses frente à pandemia da Covid-19. Ao longo do ano, estão previstas iniciativas como intervenções urbanas, exposições itinerantes, maratonas virtuais, iniciativas voltadas para empresários, cursos adaptados ao “novo normal”, entre outras. A campanha é simbolizada por esculturas em formato de mãos que se unem, representando a esperança da retomada de contatos, planos e afetos. Com 2 metros de altura e personalizadas por dez artistas, as obras foram expostas em vários pontos da capital do Rio de Janeiro e depois seguiram para o interior do estado.


Confira o cronograma

Inscrições – até às 17h do dia 22 de outubro de 2021

Pr
evisão de divulgação do resultado – fevereiro de 2022

Suspeito de matar vigia em BH já tem condenação por homicídio

Suspeito segue preso pela morte da segurança em BH. 
REPRODUÇÃO / RECORD TV MINAS

porteiro suspeito de matar uma vigilante do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em Belo Horizonte, já foi condenado a mais de 6 anos de prisão por outro homicídio, que teria sido motivado por uma dívida de R$ 150.

José Martins Dutra, preso pela morte de segurança do Ministério da Agricultura, foi condenado a 6 anos por crime cometido em 2003

Segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), José Martins Dutra teria assassinado Ademir Ferreira Costa em fevereiro de 2003. Na época, o suspeito morava no bairro Jardim Teresópolis, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, enquanto a vítima vivia no bairro Jardim Montanhês, na região Noroeste da capital.

Dívida

De acordo com a denúncia, Dutra teria matado Costa em razão de uma dívida de cerca de R$ 150. O processo começou a ser analisado no primeiro semestre daquele ano, mas só foi julgado mais de nove anos depois, em novembro de 2012. Na época, José Martins Dutra foi condenado a 6 anos e meio de prisão por homicídio qualificado, mas, por ser réu primário, aguardou o julgamento do recurso em liberdade.

Logo após a condenação, a defesa de Dutra entrou com um recurso no próprio TJMG, que foi negado. Na sequência, os advogados acionaram o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e, desde dezembro de 2014, o processo está suspenso por decisão judicial. Segundo o TJMG, Dutra não cumpriu nenhuma parte da pena a que foi condenado.

A reportagem tenta localizar a defesa de José Martins Dutra.

Vigilante morta em BH

Maria Rita Pereira da Silva, de 46 anos, foi morta na sede do Mapa em Belo Horizonte, na manhã do dia 28 de setembro. Segundo os investigadores da Polícia Civil, a hipótese inicial é que a morte tenha sido causada por um desentendimento entre o grupo de vigias e porteiros do órgão.

O suspeito, José Martins Dutra, teria chegado ao local de trabalho uma hora mais cedo e esperado Maria Rita entrar na sala dos vigias. Os dois discutiram, já que Dutra não poderia estar lá. Em determinado momento, ele tomou a arma da mão da vítima e fez os disparos.

O suspeito foi detido horas depois na Rodoviária de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. Aos investigadores, o suspeito confessou ter matado a vigilante.

Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

MP-RJ denuncia prefeito Eduardo Paes por improbidade administrativa

Reprodução


A ação pede a devolução de mais de R$ 78 milhões aos cofres públicos

Promotores encontraram irregularidades num contrato da Secretaria Municipal de Saúde. O contrato foi firmado em 2010, durante a primeira gestão de Eduardo Paes como prefeito do Rio. O contrato era para gerir hospitais públicos, maternidades e unidades de saúde. Segundo o Ministério Público, houve problemas como a falta de prestação de contas e desvio de finalidade. A ação pede a devolução de mais de R$ 78 milhões aos cofres públicos.

JR NA TV

Funcionários dos EUA na Colômbia relatam sintomas da síndrome de Havana

Brandon Mowinkel | Unsplash


Investigação americana já está em curso.

Autoridades norte-americanas investigam eventuais casos da síndrome de Havana na embaixada em Bogotá, dias antes da visita do secretário de Estado, Antony Blinken, à Colômbia.

Mais de uma dúzia de funcionários do prédio apresentam sintomas semelhantes aos da síndrome de Havana: vertigens súbitas, náuseas, dores de cabeça e no pescoço e falta de concentração.

Alguns servidores tiveram de ser retirados da Colômbia, incluindo uma família com um menor, afirmou uma fonte do Departamento de Estado à CNN.

Os norte-americanos afetados pela doença, a maioria funcionários da CIA, descrevem um som intenso e doloroso nos ouvidos. Alguns, dos cerca de 200, ficaram com tonturas e fadiga durante meses.

Nesta última terça-feira (12), o Wall Street Journal mostrou, pela primeira vez, e-mails enviados pelo embaixador norte-americano em Havana, Philip Goldberg, que confirmam uma “série de problemas de saúde inexplicáveis” ou UHLs – o termo usado para a síndrome de Havana pelo governo dos Estados Unidos – desde meados de setembro.

O presidente colombiano, Iván Duque, afirmou ao New York Times que o seu país investiga a situação, frisando que a Casa Branca coordena o inquérito.

Na sexta-feira (8), foram também registrados casos da síndrome de Havana na embaixada norte-americana em Berlim.

Em agosto, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, adiou uma viagem ao Vietnam, depois de dois assessores terem sido retirados do país após adoecerem. À época, não foi confirmado se se tratava de casos da síndrome de Havana.

O presidente Joe Biden afirmou que quer encontrar a causa e o responsável pela doença. Ele assinou uma lei que autoriza as chefias da CIA e do Departamento de Estado a fornecer compensação financeira aos funcionários do governo que sejam afetados pela síndrome.

O que é?

A síndrome de Havana foi noticiada entre 2016 e 2017, quando funcionários da embaixada dos Estados Unidos na capital cubana começaram a apresentar um estranho conjunto de sintomas e sinais clínicos.

A situação levou ao fechamento quase total da embaixada no país comunista, dois anos após a reabertura durante a administração de Barack Obama, numa tentativa de reaproximação com a ditadura de Raúl Castro.

Na época, as autoridades norte-americanas aconselharam os cidadãos a não viajar para Cuba e suspenderam a emissão de vistos na embaixada em Havana.

Por Marcos Rocha

Alexandre de Moraes determina transferência de Roberto Jefferson para o presídio Bangu 8

Mário Agra/PTB NacionalRoberto Jefferson
 está preso desde o dia 13 de agosto


O ex-parlamentar e presidente do PTB estava internado no Hospital Samaritano da Barra da Tijuca; segundo decisão, seu quadro evoluiu de maneira a permitir a alta hospitalar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a transferência de Roberto Jefferson, ex-deputado federal e presidente do PTB, para o presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro. A informação foi dada pela assessoria do partido na noite desta quarta-feira, 13. O ex-parlamentar estava no Hospital Samaritano da Barra da Tijuca para tratar de problemas de saúde e era monitorado pela utilização de tornozeleiras eletrônicas. Segundo a decisão de Moraes, o quadro de Jefferson “evoluiu de modo a permitir sua alta médico-hospitalar”. Com isso, o ministro do STF estabeleceu que, a partir da oficialização da alta, o presidente do PTB deve retornar para o presídio onde estava sob custódia. A decisão determinou ainda que o Hospital envie a “documentação pertinente” para o STF. Segundo a Corte, a transferência será realizada sob a escolta da polícia e Moraes negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Jefferson.

No sábado, 9, o hospital em que Roberto Jefferson estava internado há mais de um mês, afirmou que não tem mais condições de arcar com os custos de manter o político no local. Em um ofício enviado à Polícia Federal, a instituição citou o “ônus financeiro e humano” da internação e pediu que policiais federais possam ficar no local para escoltá-lo. Além dos custos com o tratamento, eles precisaram fazer uma espécie de vigília com diversos policiais, o que causaria transtorno para pacientes e funcionários. Roberto Jefferson foi preso a mando do ministro Alexandre de Moraes no dia 13 de agosto sob a acusação de formação de quadrilha. Ele foi levado ao presídio de Benfica, depois, encaminhado para Bangu, onde sofreu uma infecção urinária, sendo internado em seguida. Na época, por causa da sua saúde frágil, ele foi transferido para o hospital particular por não ter mais condições de ficar internado nas instalações do presídio.

Por Jovem Pan

Depois de escândalo, Facebook tenta acalmar funcionários

Zuckerberg tenta lidar com as consequências 
das denúncias. Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Mark Zuckerberg se reuniu com a equipe e foi questionado sobre depoimento de ex-funcionária

O presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, foi questionado por funcionários sobre o depoimento de Frances Haugen, ex-gerente de produtos da big tech, que, na semana passada, denunciou a empresa no Congresso sobre os danos causados pela rede social.

Sem mencionar Frances, Zuckerberg passou cerca de 20 minutos falando sobre quem fez a denúncia, o depoimento dessa pessoa e da recente cobertura da imprensa. Zuckerberg disse ainda que algumas das declarações da testemunha, acerca de como a plataforma polariza as pessoas, eram “muito fáceis de desmascarar”. As informações são do jornal News York Times, que teve acesso a uma gravação da reunião.

Os comentários de Zuckerberg fazem parte de um esforço interno do Facebook para lidar com as consequências das revelações de Frances. Mesmo que os executivos tenham questionado publicamente a credibilidade da delatora e dito que as acusações dela eram infundadas, eles têm sido igualmente atuantes com posicionamentos dentro da empresa. O objetivo é manter a boa vontade de mais de 63 mil trabalhadores e dissipar suas preocupações.

Guilherme Lopes

Para segurar a inflação, presidente da Argentina congela preços de 1,2 mil produtos da cesta básica

A Argentina já se valeu do congelamento de preços em pelo
 menos sete momentos de alta inflação desde 1952.
 Foto: Divulgação/Alberto Fernández/ Instagram

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou o congelamento de uma cesta de 1,2 mil produtos básicos por 90 dias. É o que informou o jornal La Nación, na quarta-feira 13, depois de reunião entre o chefe do Executivo e empresários. Conforme o governo, o objetivo é segurar a inflação, que supera 50% ao ano — em 2020, Fernández adotou essa estratégia, mas ela se mostrou ineficaz. A medida chegou faltando um mês para as eleições legislativas do país. Nas primárias, a esquerda saiu derrotada pelos conservadores.Alberto Fernández baixou decreto faltando um mês para as eleições legislativas do país

Segundo o La Nación, a decisão de Fernández contrariou o ministro da Economia, Martín Gusmán, que tenta renegociar a dívida de US$ 44 bilhões da Argentina com o Fundo Monetário Internacional. A Argentina já se valeu do congelamento de preços em pelo menos sete momentos de alta inflação desde 1952. Nenhum resolveu o problema. A tentativa mais recente ocorreu no ano passado, quando os peronistas congelaram os preços de 23 mil produtos, como meio de amortecer os impactos da pandemia de coronavírus.

Cristyan Costa

Bolsonaro autoriza presença temporária de militares dos EUA em território brasileiro

UnSplash


Serão 240 militares estrangeiros que marcarão passagem pelo país.

Um decreto assinado pelo presidente da República, publicado nesta quinta-feira (14), autoriza a presença temporária de forças militares dos Estados Unidos em território nacional.

A iniciativa visa executar um exercício conjunto com o exército brasileiro.

O treinamento envolve as tropas dos dois países e foi estipulado em uma conferência bilateral realizada em 2020. A partir disso, de modo anual, fica preestabelecido o ajuntamento até 2028.

Neste ano, conforme o Planalto, o exercício militar irá acontecer entre os dias 28 de novembro e 18 de dezembro, na região do Vale do Paraíba, no trecho entre os Municípios de Resende (RJ) e de Lorena (SP).

O Planalto frisou, inclusive, que entre janeiro e março deste ano, foi realizado o primeiro exercício entre os dois países, em Fort Polk, no estado de Luisiana, EUA.

“Ressalte-se que iniciativas como esta se inserem no contexto do Acordo Bilateral entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América sobre Cooperação em Matéria de Defesa, firmado em Washington, em 12 de abril de 2010, e promulgado pelo Decreto nº 8.609, de 18 de dezembro de 2015”, diz o texto da Secretaria-Geral da Presidência.

Por Raul Holderf Nascimento

Carnaval do Rio só é seguro com 80% de brasileiros vacinados

Especialistas advertem que cobertura vacinal tem
de ser no Brasil, não só no Rio.
 
JORGE HELY/FRAMEPHOTO


Estudo feito por pesquisador da Fiocruz e professor da UFRJ aponta que não pode ser considerada apenas a imunização na cidade

Os pesquisadores Hermano Castro, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e Roberto Medronho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), enviaram proposta ao presidente da Comissão Especial de Carnaval da Câmara de Vereadores do Rio, Tarcísio Motta, de indicadores para a realização de um carnaval seguro em 2022. O relatório foi encaminhado também à Comissão Científica do município.

De acordo com Motta, o mais importante é a questão da vacinação e que a cobertura vacinal alcance números significativos, não apenas na capital fluminense. “Como o Carnaval é um evento que recebe muitos turistas na cidade, é preciso que a gente fique com 80% da vacinação também no estado e no país”, disse ele. O índice se refere às duas doses completas ou à dose única.

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador Hermano Castro explicou que há a necessidade de estabelecer o mesmo percentual de vacinação para a cidade, o estado e o país, porque o Rio de Janeiro é o centro do Carnaval no Brasil e recebe muita gente de outras localidades. “O ideal é que você tenha atingido a imunidade coletiva de 80%”, afirmou.

Essa imunidade é baseada em um cálculo que se faz em epidemiologia, que tem a ver com a taxa de contaminação, a taxa de transmissão da variante Delta, que está de 5 a 9,5. Ou seja, uma pessoa pode passar a Covid-19 para outras cinco e até nove. Antes passava para três. “É baseado nisso.” Castro avaliou que, com o avanço da vacinação, é possível que, até o Carnaval, se alcancem os 80%. “O próprio município do Rio vai atingir esse patamar.”

Média móvel

No relatório, os pesquisadores definiram outros indicadores para a capital do estado. Um deles é a média móvel de atendimentos na rede municipal de saúde. “O indicador de atendimento na rede de urgência e emergência por dia no município pode ser utilizado por meio do atendimento diário e de sua média móvel de sete dias, computando casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave”, diz o relatório.

A proposta que está sendo submetida ao comitê de especialistas da capital fluminense envolve uma média móvel semanal menor que 110 casos, ou o mesmo que 1,63 caso por 100 mil habitantes, com o menor tempo e a menor quantidade de pessoas para garantir o acesso às enfermarias e às unidades de UTI. O indicativo é não haver fila. “A gente colocou um número de três pessoas, no máximo, esperando uma hora. O ideal é que seja zero, como está atualmente. A fila está zero. Não tem ninguém esperando. Significa que há poucos casos sendo atendidos na rede municipal.”

Outro indicador é a taxa de testes positivos. De cada 100 testes que são coletados e levados para laboratório, a taxa de positividade está menor que 5%. “Na semana passada era 4%. Significa que, de cada 100 amostras coletadas na população para diagnosticar Covid-19, só quatro vinham positivas. É uma taxa boa”, disse Hermano Castro.

A taxa de contágio da cidade, definida como R, que determina o potencial de propagação do vírus, deve estar abaixo de 1 e, preferencialmente, em torno de 0,5, quando cada vez menos indivíduos se infectam e o número de contágios retrocede. Esse número deve ser sustentado por um período mínimo de sete dias. Segundo Castro, esses indicadores não são difíceis de atingir. “Eu acho que é um esforço governamental importante avançar com as vacinas.”

O presidente da Comissão Especial de Carnaval da Câmara, Tarcísio Motta, defendeu que esses são os elementos que devem ser observados para que se tenha um carnaval seguro. “É bastante provável que isso aconteça. Nós estamos com todos esses indicadores melhorando. Se nada de muito ruim acontecer no caminho, podemos ter um carnaval alegre e seguro.” Ele espera que o comitê científico avance em suas análises para que, até o dia 2 de dezembro, o relatório final da comissão possa apresentar suas recomendações à Prefeitura do Rio. “A questão é acompanhar, fiscalizar e fazer o monitoramento desses índices.”

Motta reforçou que, se nada de anormal acontecer de agora até fevereiro de 2022, o Carnaval poderá ser realizado. “A nossa questão é essa: só poderemos ter Carnaval se ele não for um risco para a vida. Ele não será um risco para a vida se esses indicadores estiverem monitorados. Se forem necessários distanciamento e máscara, não haverá Carnaval.”

Orientações

Os pesquisadores sugeriram também orientações protocolares. Para a rede hoteleira, por exemplo, a recomendação é que, antes e durante o Carnaval, os hotéis cobrem dos hóspedes o passaporte vacinal. “Só pode se hospedar no hotel, no hostel (albergue) ou no Airbnb (hospedagem em residências privadas) se tiver com a carteira de vacina do local de procedência, seja de outro país, outro estado ou outro município fluminense. Isso deve ser uma exigência preliminar, para que o hotel possa só admitir hospedagem se [o visitante] estiver com a carteira de vacinação em dia.”

Hermano Castro lembrou que o relatório busca, realmente, um carnaval seguro. “Nessa festa, é difícil a gente propor uso de máscara, a não ser a máscara de Carnaval, e distanciamento social. São coisas difíceis.” Ele considera que para haver Carnaval e aglomeração, com pessoas próximas das outras, sem a máscara, é necessário ter padrões e indicadores bem rígidos para que o ambiente seja o mais seguro possível.

O presidente da Comissão de Carnaval da Câmara sugeriu que, em ambientes fechados, possa haver a cobrança do passaporte vacinal. À prefeitura, disse que poderiam ser montados estandes de testagem para os foliões, com a realização de estudos sobre como o vírus vai se comportar ao longo do Carnaval, para fins de controle.

Audiência pública

O relatório foi uma resposta dos pesquisadores da Fiocruz e da UFRJ à audiência pública da qual participaram, promovida pelos carnavalescos do Rio e pelas autoridades públicas cariocas, visando ao encaminhamento de sugestões para o comitê científico do município.

Hermano Castro lembrou que, antes do Carnaval, o Rio de Janeiro terá a experiência do réveillon. Por isso, acredita que os membros do comitê já estariam estudando os indicadores e orientações propostos no relatório. “Também o réveillon recebe milhares de pessoas de todo o mundo”, destacou.

A cobertura vacinal na cidade do Rio está em quase 60% atualmente. Hermano Castro acredita que já em novembro atingirá 65%, chegando em dezembro a 80%. “Como o Carnaval é em fevereiro, acho que a gente consegue atingir esses indicadores.” No Brasil, a cobertura está mais lenta, na ordem de 46%. Mas, com a primeira dose, o percentual de brasileiros alcança 70%. “Contando que todos esses vão tomar a segunda dose no Brasil, você já tem hoje 70% de vacinados. Já está bem perto. O que não pode é faltar vacina.” No estado do Rio, a vacinação está mais atrasada (em torno de 41%), porque há municípios que não vacinaram nem 10% da população ainda. Para Castro, é importante pressionar as autoridades para que a população seja vacinada. “É fundamental.”

Ele lembrou ainda que os indicadores ajudam as autoridades a decidir o que pode e o que não pode ser liberado no Carnaval. Se o passaporte vacinal for exigido, por exemplo, isso reduz o risco de pessoas não vacinadas irem para a cidade, além do risco de transmissão, adoecimento e morte durante o próprio Carnaval, embora o impacto disso só seja percebido após o evento.

Outras medidas

O relatório indica outras medidas a serem tomadas pelas autoridades. Entre elas está a exigência do passaporte vacinal em espaços fechados, como no Sambódromo, clubes, bares e casas de festas, uma forma de proteção e direito coletivo em saúde pública. Além disso, o levantamento sugere controle de fronteiras aéreas e terrestres, principalmente com a exigência da vacina, garantia de trabalho seguro nos barracões para os colaboradores, com a oferta de um projeto de segurança sanitária, com o oferecimento da testagem aos trabalhadores, distribuição de máscaras, distanciamento físico e higienização das mãos.

O documento sugere também a construção de mecanismos públicos, como um Painel do Carnaval, para o monitoramento dos indicadores ao longo de todo o processo, começando, no mínimo, 100 dias antes e terminando até 30 dias depois da festa. Um sistema de divulgação pública deverá ser montado para informar as agremiações e coletivos carnavalescos sobre a segurança sanitária e a viabilidade do Carnaval, bem como calcular o impacto sobre a cidade após o evento.

 Da Agência Brasil

Guedes defende que o governo venda ações da Petrobras para ajudar os mais pobres

Repartição do lucro dos papéis da companhia poderia 
ser uma alternativa para compensar os reajustes no preço 
dos combustíveis | Foto: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo

Ministro cumpre agenda internacional

ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que apoia a venda de ações da Petrobras para beneficiar os mais pobres. “Quando o preço do combustível sobe, os mais frágeis estão com dificuldade, não estão?”, interpelou, em evento nos Estados Unidos, na quarta-feira 13. “E que tal se eu vender ações da Petrobras e dar para eles esses recursos?”, observou o ministro. Guedes cumpre agenda em Washington, onde participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional. “Não vou falar nem da riqueza que existe, vou falar de uma riqueza a ser criada, que eu queira distribuir com os mais frágeis.”

Segundo Guedes, a repartição do lucro dos papéis da companhia poderia ser uma alternativa para compensar os reajustes no preço dos combustíveis. “Toda vez que o combustível subir, você tem ações da Petrobras valendo mais”, constatou. “Vende um pouquinho dessas ações e deixa as pessoas mais pobres comprarem gás natural”, disse. “Aí, quando o preço do gás natural e do petróleo subir, uma parte dessa riqueza que o Brasil tem vai para os mais pobres”, explicou. Desde a reabertura da economia, o valor dos combustíveis subiu muito e sua redução se tornou prioridade do presidente Jair Bolsonaro.

Cristyan Costa

Pacheco afirma que impasse sobre Mendonça na CCJ pode ser ‘resolvido ainda esta semana’

Pacheco teceu elogios a Alcolumbre 
 Foto: Roberto Casimiro/FotoArena/Estadão Conteúdo

Ex-advogado-geral da União aguarda sabatina há três meses

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que o impasse sobre a sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça pode ser resolvida nesta semana. Já se passaram três meses desde que Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), resiste em definir uma data para que os parlamentares aceitem ou recusem Mendonça.

“Acredito muito na solução desse impasse nesta semana para podermos focalizar em questões importantes do país que precisam de soluções mais imediatas”, declarou Pacheco, em entrevista coletiva, na noite da quarta-feira 13. “Tenho plena confiança na capacidade, sabedoria e no exercício pleno das prerrogativas do presidente Davi Alcolumbre, que merece nosso respeito”, acrescentou Pacheco, ao tecer elogios ao antecessor. “Alcolumbre deu uma grande contribuição ao país no Senado e também dará na CCJ.”

Cristyan Costa

Banco da Amazônia abre nova licitação depois de governo achar contrato com ONG ligada ao PT

Presidente do banco se antecipou para se desvincular 
do partido | Foto: Divulgação/Banco da Amazônia

Palácio do Planalto está passando ‘pente-fino’ em instituições financeiras sob seu guarda-chuva

O Palácio do Planalto resolveu passar um pente-fino nos bancos federais. Trata-se de uma reação à descoberta de uma ONG petista gerindo o Crediamigo para o Banco do Nordeste, maior programa de microcrédito da América Latina. Agora, o Poder Executivo mira o da Amazônia (Basa), e encontrou na instituição financeira outra entidade ligada à esquerda prestando serviços.

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 14, informa que o Amazônia Florescer Rural também está sendo controlado por organização aparelhada pelo PT, a Amazoncred. A Jair Bolsonaro, o presidente do Basa, Valdecir Rose, se antecipou e garantiu que está em curso um novo processo de licitação para substituir a ONG de esquerda.

Cristyan Costa

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