Homem é morto a GOLPES de PEDRA na cabeça por uma mulher na cidade de Santa Maria do Oeste

 Por volta das 14h50min, uma equipe de serviço do Destacamento Policial de Santa Maria do Oeste, deslocou até a Entrada da Vila Rica, na PR 456, Área Rural, para averiguar uma situação a qual dava conta que teria um corpo com sinais de agressões em um barranco. 

 
A equipe, no local, constatou o fato, onde foi  posteriormente identificado a vítima como sendo um homem de 37 anos, qual apresentava lesões no dorso e na cabeça. No local, compareceu uma mulher de 34 anos, a qual relatou que na noite anterior, estava ingerindo bebida alcoólica com a vítima na companhia de mais uma feminina e um masculino, porém não conhecia os mesmos. Relatou que pegaram uma carona com a vítima até o local onde o corpo foi localizado, porém disse que teria ido embora. 
 
Após informações, foi deslocado até o estabelecimento onde todos estavam anteriormente e identificado os suspeitos sendo um adolescente de 15 anos e uma mulher de 21 anos. Após confrontar as versões das partes, a mulher de 34 anos passou a relatar que a mesma e a mulher de 21 anos entraram em luta corporal com a vítima, e que após o mesmo estar desmaiado, aquela passou a atingi-lo na na cabeça com uma pedra. Em seguida, abandonaram o corpo no local e se evadiram com o automóvel da vítima, sendo este abandonado em via pública posteriormente. 
 
Diante dos fatos, foi dado voz de prisão as autoras e conduzidas até a Delegacia de Polícia com a testemunha e suspeito de participação, o adolescente de 15 anos, este acompanhado de sua responsável. Foi acionado os Órgãos Competentes para fazerem a perícia e o recolhimento do corpo.

PF apreende mais de 1 tonelada de cocaína em jatinho em Fortaleza

PF apreende 1,3 tonelada de cocaína em jatinho
particular em Fortaleza. 
REPRODUÇÃO


Ação foi filmada pela polícia. Droga estava escondida em pacotes dentro de malas que embarcariam para Bruxelas, na Bélgica

A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira (4) mais de uma tonelada de cocaína em uma aeronave que ia decolar no aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE). A droga estava dentro de dezenas de malas em um jatinho particular.

O avião saiu de Ribeirão Preto, no interior paulista, e fez escala técnica de abastecimento em Recife para prosseguir viagem. Outra parada seria em Lisboa, Portugal. O destino final da cocaína era Bruxelas, na Bélgica.

A ação da polícia foi filmada. O vídeo mostra o momento em que o agente pede que um dos passageiros abra a mala que está em cima da mesa. Ele desconversa e propõe abrir outra, menor.

Irritado, o policial abre o elástico envolto na bagagem e o passageiro então termina de puxar o zíper. Em sacos plásticos, estava a droga. Com o auxílio de um canivete, a embalagem é aberta e é feito o teste com um reagente no pó branco.

“O que você acha que é isso aí comandante?”, pergunta o agente federal para o piloto que não fala português. “Eu realmente não sei”, respondeu o comandante em inglês.

Para saber se a droga era, de fato, cocaína, foi concluído o teste e o resultado foi positivo. Os policiais pedem então que a aeronave seja desligada e o voo não acontece.

A aeronave foi comprada recentemente pela ACM Airlines.

Um espanhol e quatro turcos que estavam no avião foram conduzidos à sede da Polícia Federal, onde prestam depoimento. Segundo a investigação, são 1.200 blocos de cocaína em 24 malas.

Do R7*

Veja o vídeo do flagrante:

STF nega transferência de Adélio Bispo para hospital em MG

Marcello Casal Jr. | Agência Brasil


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão que confirmou a permanência de Adélio Bispo na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A decisão foi tomada durante sessão virtual.

Adélio é o autor da facada contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018.

Os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator, Nunes Marques, e mantiveram a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou a ação que pedia a transferência para um hospital de tratamento psiquiátrico.

Em junho de 2019, o criminoso foi absolvido pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental.

Na decisão, o magistrado responsável pelo caso decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, Adélio permaneceu no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado.

Por Marcos Rocha 

Fiocruz vai pedir autorização à Anvisa para testar nova vacina

Queiroga participou ontem de vacinação no Complexo
da Maré, no Rio de Janeiro. 
CARLOS ELIAS JUNIOR/FOTOARENA


Afirmação foi feita pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; atualmente, instituição já produz vacina AstraZeneca

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na terça-feira (3) que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que já produz a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, vai pedir à Anvisa autorização para testar um imunizante criado pela própria instituição.

Ele também reafirmou que até setembro todos os brasileiros com 18 anos ou mais terão recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, e metade dessa população terá recebido também a segunda dose.

O ministro foi a um posto de vacinação na Vila dos Pinheiros, uma das favelas do complexo da Maré, na zona norte do Rio, para participar de mais um ato da campanha de vacinação em massa dos moradores do complexo de favelas.

O conjunto de favelas, onde moram cerca de 140 mil pessoas, foi escolhido para sediar um estudo relacionado à vacinação contra a covid-19, para o qual toda a população de 18 anos ou mais foi vacinada — enquanto, no restante da cidade, a vacina segue sendo oferecida por faixa etária.

Esse projeto vacinou com doses da AstraZeneca 33.774 moradores da Maré de quinta-feira (29) até domingo (1º).

A vacinação prossegue, e pesquisadores vão acompanhar os efeitos da imunização dessa população nos próximos meses.

Ao chegar, na tarde de terça-feira, Queiroga, que estava acompanhado do ministro do Turismo, Gilson Machado, vacinou moradores, fez um rápido pronunciamento e respondeu algumas perguntas.

Ele disse que a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil “vai muito bem” e que os brasileiros confiam nele como ministro.

“Nossa campanha [de vacinação] vai muito bem. Todas as narrativas que querem desqualificar a campanha nacional de imunização do Brasil estão batendo com a cabeça na parede, porque o Brasil já está incluído entre os países que mais distribuem doses entre os seus cidadãos. A sociedade brasileira sabe disso. Eu sei que a população confia em mim como ministro da Saúde, eu percebo isso muito facilmente, porque ando na rua e vejo. Não preciso fazer pesquisa nenhuma, eu estou vendo”, disse Queiroga durante evento no Rio de Janeiro.

Queiroga negou que o Ministério da Saúde demore para distribuir as doses aos Estados.

“O ministério não tem estoque. Essas doses chegam ao departamento de Logística do Ministério da Saúde, é necessária uma autorização da Anvisa (Agência Nacional de Saúde) e é necessário que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde libere. Assim que libera, a gente dispensa para os Estados e municípios”, afirmou.

Questionado sobre o pedido para que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, seja afastada do cargo por defender o uso de cloroquina, feito na segunda-feira (2), pelo presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ministro foi lacônico:”Eu não estou assistindo televisão, não, essas questões tem que ser encaminhadas formalmente, e aí são decididas”.

Agência Estado

Nascidos em março têm saque liberado da 4ª parcela do auxílio

Caixa libera saque da 4ª parcela do auxílio aos nascidos
em março. 
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL


Trabalhadores informais já podem resgatar o valor, depositado no dia 20 de julho e movimentado antes pelo aplicativo da Caixa

Os beneficiários nascidos em março podem sacar ou transferir o dinheiro da 4ª parcela do auxílio emergencial a partir desta quarta-feira (4). Os valores foram depositados em conta poupança digital para este grupo no dia 20 de julho.

Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Além disso, os beneficiários podem fazer transferências instantâneas entre bancos via PIX (exceto para contas de mesma titularidade). O pagamento do ciclo 4 foi adiantado em sete dias, o último antes das três parcelas extras autorizadas pelo governo federal em meio à pandemia de covid-19.

Calendário de saque da 4ª parcela

2 de agosto (segunda-feira) – nascidos em janeiro
3 de agosto (terça-feira) – nascidos em fevereiro
4 de agosto (quarta-feira) – nascidos em março
5 de agosto (quinta-feira) – nascidos em abril
9 de agosto (segunda-feira) – nascidos em maio
10 de agosto (terça-feira) – nascidos em junho
11 de agosto (quarta-feira) – nascidos em julho
12 de agosto (quinta-feira) – nascidos em agosto
13 de agosto (sexta-feira) – nascidos em setembro
16 de agosto (segunda-feira) – nascidos em outubro
17 de agosto (terça-feira) – nascidos em novembro
18 de agosto (quarta-feira) – nascidos em dezembro

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

Pandemia

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender a população de baixa renda afetada pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de famílial e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; mulheres chefes de família têm direito a R$ 375; e pessoas que moram sozinhas, R$ 150.

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago a famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até dezembro de 2020, pois não houve nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.

Sessão da CPI da Covid é retomada após discussão entre senadores

Aziz suspendeu sessão após discussão. 
PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO – 04.08.2021


Presidente Omar Aziz decidiu interromper depoimento de Marcelo Blanco após críticas de governistas a declaração de relator

O depoimento do ex-assessor do Ministério da Saúde Marcelo Blanco à CPI da Covid teve de ser interrompido por volta de 12h desta quarta-feira (4) após um longo bate-boca entre senadores governistas e a mesa da comissão. A sessão foi retomada por volta de 12h40.

O problema ocorreu após o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), citar detalhes de conversas entre representantes da Davati com o depoente e afirmar que teve acesso a elas por meio de “documentos recebidos on-line pela comissão”.

Em sua fala, Renan afirmou que internautas teriam alguma relação com o documento, mas não foi claro em sua frase.

“Um internauta enviou, o senhor disse. É muito grave isso”, disse o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO).

O advogado de Marcelo  Blanco chegou a questionar o relator de onde viria essa informação, e ele respondeu que foi alertado por um internauta sobre a existência desses documentos, que teriam sido entregues por Cristiano Carvalho, representante da Davati, à comissão.

A discussão não parou e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sugeriu a suspensão da sessão.  Omar Aziz acatou o pedido sem definir um prazo para o retorno do depoimento.

Cerca de quarenta minutos depois, a senadora Eliziane Gama (PPS-MA) foi a primeira a questionar Marcelo Blanco.

Depoimento

Blanco foi chamado pela CPI para explicar de que forma atuou para aproximar do Ministério da Economia os representantes da Davati, empresa norte-americana que prometia entregar até 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca ao Brasil.

Ele afirmou nesta quarta que jamais negociou vacinas e que seu único objetivo era fomentar um possível mercado de imunizantes para o setor privado.

O ex-assessor reforçou que já não era funcionário do ministério quando ocorreu o famoso jantar no restaurante de Brasília, no dia 25 de fevereiro de 2021, no qual Dominguetti foi apresentado a Roberto Dias.

Foi nesse encontro no restaurante que Dominguetti afirmou que Roberto Dias pediu US$ 1 por dose de vacina comercializada.

Do R7

André Mendonça diz ter visitado cerca de 60 senadores por aprovação ao STF

Valter Campanato | Agência Brasil


Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo, ele precisa ser sabatinado e aprovado para ocupar a vaga.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, afirmou ter visitado cerca de 60 senadores a fim de articular a aprovação de seu nome ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ser alçado ao mais alto cargo do Judiciário brasileiro, ele deverá ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e depois será pauta para deliberação junto ao plenário da Casa.

Durante a votação no Senado, conforme determina a Constituição, ele deverá contar com o voto da maioria absoluta dos congressistas. No caso, o número imediatamente superior à metade de parlamentares, ou seja, 41 de 81.

Por Marcos Rocha 

Investida da CPI contra Conexão Política ‘jamais seria acatada por um juiz togado’, diz procurador do MPF

Pedro França | Agência Senado

De acordo com André Uliano, comissão tem mostrado viés alarmante ao considerar critérios ideológicos contra empresas de mídia.

A perseguição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 contra veículos de espectro conservador segue repercutindo não apenas no cenário político, mas tem causado reações de personalidades do meio jurídico.

Isso porque a fundamentação utilizada pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE) para pleitear a quebra de sigilo do portal Conexão Política e da produtora Brasil Paralelo revelou-se extremamente genérica, cujo objetivo não parece outro senão o de cercear a liberdade de imprensa.

De acordo com André Uliano, procurador da República e professor de Direito Constitucional, a comissão de investigação do Senado Federal tem mostrado viés alarmante, uma vez que utiliza critérios ideológicos para colocar na mira do Estado empresas de comunicação.

“O fato de haver nítido direcionamento a sites conservadores ou com abertura para vozes de direita, dá indícios claros de perseguição ideologicamente motivada, utilizando-se do aparato de investigação do Estado para intimidar outros canais a não terem a mesma postura aberta e plural. O fenômeno é muito preocupante”, declarou.

O membro do Ministério Público Federal (MPF) afirma não enxergar “sequer a razão para quebras sigilo, se o alvo da investigação [da CPI] é o Poder Executivo Federal”.

Na imagem, o procurador da República
André Uliano | Crédito: Arquivo Pessoal

De acordo com ele, “existe aí um risco concreto de fishing expedition, que é o uso de uma investigação para perseguir não fatos, mas pessoas, promovendo devassas a fim de verificar se encontra qualquer fato que permita uma perseguição posterior”.

O termo estrangeiro utilizado pelo jurista faz referência à chamada pescaria probatória, ou seja, quando há em determinadas investigações a procura especulativa, sem causa provável, que ultrapassa os limites autorizados pela legislação na busca de elementos que justifiquem a atribuição de responsabilidade a alguém.

No entendimento de Uliano, trata-se de um fenômeno “típico de ditaduras”. Ele salienta que, nesse tipo de ação, que primeiro determina medidas arbitrárias para depois justificá-las a partir de eventuais achados, “parece haver a busca por algo que possa ter consequências sobre a eleição do presidente [Jair Bolsonaro]”.

“É de se salientar que as quebras de sigilo têm de apontar o fato específico que se pretende esclarecer, indícios concretos de sua prática e por que a medida de quebra é necessária. No caso, nada disso foi demonstrado. O pleito é simplesmente genérico e sem indicação de elementos concretos. Um pedido como esse jamais seria acatado perante um juiz togado”, finalizou.

Por Marcos Rocha 

Mayra Pinheiro rebate pedido de afastamento pela CPI: ‘Desacato à Justiça’

Mayra Pinheiro garante que não vai deixar o
Ministério da Saúde | Foto: Anderson Riedel/PR


Secretária afirma que a comissão não tem competência para agir de tal forma

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou na manhã desta terça-feira, 3, um pedido para afastar a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Mayra Pinheiro, do cargo que exerce no Ministério da Saúde. No entendimento dos senadores, a médica pode atrapalhar as investigações da CPI caso permaneça no cargo.

Mayra, contudo, rechaçou o pedido de afastamento e acusou os parlamentares de desacato à Justiça. “A CPI não tem competência para solicitar afastamento de quem não cometeu nenhum crime”, rebateu a secretária, em entrevista concedida à CNN Brasil. Até o momento, integrantes da CPI não se manifestaram sobre as declarações da médica.

Edilson Salgueiro

Google, Facebook e Microsoft obrigam funcionários a se vacinar

Empresas norte-americanas pretendem exigir que seus
 funcionários se vacinem. 
JORGE DUENES/REUTERS 


Grandes empresas com sede nos EUA vão exigir comprovantes de vacinação para retomar os trabalhos presenciais nos escritórios

Algumas das maiores empresas dos EUA vão tornar a vacinação contra covid-19 obrigatória entre os funcionários, principalmente os que terão que voltar a trabalhar em escritórios, como uma forma de prevenir o aumento de casos da doença por conta da variante Delta.

Na semana passada, o Google e o Facebook anunciaram que os certificados de vacina serão obrigatórios para os empregados nos EUA, e que a medida seria adotada em escritórios das empresas ao redor do mundo nos próximos meses.

O Facebook planeja reabrir seus escritórios em 50% em setembro e atingir sua capacidade máxima em outubro. Por enquanto, os funcionários têm autorização para trabalhar meio período presencialmente. O Google vai reabrir os escritórios no dia 18 de outubro.

Nos últimos dias, a Disney anunciou que os funcionários têm 60 dias para serem imunizados, caso ainda não tenham tomado a vacina. A medida é válida tanto para todos os funcionários da gigante do entretenimento, incluindo os que trabalham nos parques temáticos na Califórnia e na Flórida.

Na Microsoft, funcionários e visitantes dos prédios da empresa terão que apresentar comprovantes de vacinação para poderem entrar nos escritórios a partir de setembro. Empregados que não podem tomar vacina por questões de saúde ou religião ficarão em espaços reservados.

Funcionários do Walmart que trabalham em escritórios ou que viajam pelo país terão que ser vacinados, informou a empresa, que também pediu que os empregados nos mercados, unidades de distribuição e armazéns voltem a usar máscara, mesmo que já estejam vacinados. A vacinação não é obrigatória para os funcionários da linha de frente e que atendem o público.

Outras grandes empresas, como Amazon e Apple, ainda não anunciaram como funcionará o retorno dos funcionários aos escritórios e se a vacinação será obrigatória.

Apesar de mais da metade dos cidadãos dos EUA já estar vacinado, o número de casos de covid-19 causados pela variante Delta segue aumentando no país. A vacinação não é obrigatória para quem não é da área da saúde, e durante o primeiro semestre de 2021, cidades e estados fizeram tudo o que podiam para incentivar a imunização, com brindes, sorteios e produtos grátis.

A Casa Branca havia anunciado na última semana que não tornaria a vacinação obrigatória no país, mas empresas têm autonomia para decidir as regras e quem será aceito nos escritórios assim que eles reabrirem.

 Do R7

Moraes deve incluir Bolsonaro no inquérito das fake news

Carlos Moura | SCO | STF


Pedido foi encaminhado ao STF pelo TSE.

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhar um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pleiteando a inclusão de Jair Bolsonaro no inquérito das fake news, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve oficializar a entrada do presidente na investigação.

A informação é da coluna Radar. A avaliação que se faz é que a apuração contra o chefe do Executivo já é fato consumado, uma vez que o próprio Moraes, na condição de ministro do TSE, aprovou o pedido que agora, ele próprio, irá analisar na Suprema Corte.

“A dúvida na Corte é se o ministro irá ouvir a PGR antes de decidir sobre a inclusão do presidente no inquérito ou se tomará a decisão diretamente sem provocar Augusto Aras”, afirma a coluna.

Apesar de ter sido considerado constitucional pelo STF, o inquérito das fake news é alvo de diversas controversas em torno das medidas que são decretadas no âmbito da investigação.

Em junho de 2020, O MP Pró-Sociedade, uma associação nacional de membros do Ministério Público, protocolou uma petição na Corte Interamericana de Direitos Humanos, denunciando a condução do procedimento.

De acordo com a denúncia, os alvos do inquérito “sofreram e estão a sofrer constrangimento ilegal e violação à liberdade de expressão, informação, de imprensa, manifestação e de locomoção, bem como aos direitos processuais fundamentais”.

O MP Pró-Sociedade também aponta que os atos determinados pelo Supremo violam “diretamente os direitos fundamentais resguardados pela Convenção Interamericana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica de 1969)”.

Por Marcos Rocha 

Calote: Cuba e Venezuela devem R$ 3,5 bilhões ao BNDES

Vista parcial do porto da cidade de Mariel, distante 40 km
da capital Havana, em Cuba. 
RODRIGO CAVALHEIRO


Empréstimos concedidos pela instituição a obras nos dois países durante os governos Lula e Dilma atingiram R$ 10,9 bilhões

A dívida de Cuba e da Venezuela com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já chega a R$ 3,539 bilhões (US$ 682 milhões). Durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, empréstimos concedidos pela instituição brasileira para financiamento de obras nos dois países atingiram R$ 10,9 bilhões (US$ 2,1 bilhões).

A alegação oficial dos governos petistas era que os investimentos no exterior abririam oportunidades para empresas brasileiras. No entanto, o programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia favoreceu apenas construtoras brasileiras envolvidas em esquema de corrupção e, também, sobretudo, países de esquerda aliados do governo de Lula e Dilma.

Embora o programa tenha sido criado em 1998, 88% do total de R$ 54,5 bilhões ( US$ 10,5 bilhões) em desembolsos ocorreram no período entre 2007 e 2015. No total, foram realizadas obras em 15 países, em 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos. O maior prazo, de 25 anos, foi para Cuba, no projeto do Porto de Mariel. E a Venezuela foi beneficiada com a menor taxa de juros, de 1,2%.

Apesar das condições mais do que fraternas, a partir de janeiro de 2018, surgiu inadimplência nos pagamentos dos dois países, e o banco acabou acionando o seguro do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), uma medida para cobrir calotes em operações de empresas nacionais fora do país.

O economista Alessandro Azzoni explica que o banco de fomento financia empresas brasileiras que exportam bens e serviços para executar obras no exterior. “As empreiteiras acabam entrando com bancos parceiros e o BNDES nunca vai na totalidade desses financiamentos”, afirma ele.

Segundo informações no site do BNDES, Cuba recebeu R$ 3,4 bilhões (US$ 656 milhões) em desembolsos e mantém saldo devedor de R$ 2,3 bilhões (US$ 447 milhões). As prestações em atraso a serem indenizadas são 13, a outras 140 já foram indenizadas – ou seja, não foram pagas nem mesmo depois de tentativas de acordo.

Fazem parte dos contratos de financiamento as obras de ampliação e modernização de Porto Mariel (divididos em 5 contratos); a construção de uma planta para produção de soluções parenterais de grande volume e soluções para hemodiálise e modernização e ampliação do Aeroporto Internacional Jose Marti, em Havana.

Para a Venezuela, o desembolso foi de R$ 7,8 bilhões (US$ 1.506 bilhão) e o saldo devedor é de R$ 1,2 bilhões (US$ 235 milhões). As prestações em atraso, a serem indenizadas pelo FGE (Fundo de Garantia à Exportação), chegam a 42. Já as prestações em atraso já indenizadas são 510.

Os contratos de financiamento foram realizados para obras do Estaleiro Astialba, Metrô Caracas/Los Teques, projeto de saneamento e Siderúrgica Nacional.

Diante dos eventuais atrasos, Azzoni destaca que existem diversos tipos de garantia para evitar eventuais calotes a partir de garantias dentro do Brasil. “Essas operações têm seguros nos contratos e trazem várias alternativas, como a execução das empresas locais para honrar os débitos, seguro de crédito às exportações e garantias para firmar a operação”, destaca o economista, que classifica o FGE como uma medida extremamente eficiente.

“A exportação de serviços, quando bem aplicada, com neutralidade, é reconhecida mundialmente como importante instrumento de um país para estímulo à geração de empregos, ao aumento da atividade industrial e à obtenção de saldos positivos em balança comercial. Por isso, a ação deve ser retomada pelo BNDES, mas com regras mais rígidas”, afirma a instituição.

Do R7

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