Macaé mantém menores índices de contágio e letalidade por Covid-19 no Estado

 

Os dados são consolidados pelo Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ

A eficácia das ações de enfrentamento a pandemia, principalmente através do avanço da vacinação de primeira e segunda doses da população geral, garante a Macaé o registro dos menores índices de contágio e letalidade por Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro. Os dados são consolidados pelo Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ.

De acordo com o estudo, Macaé segue em cenário de risco baixo da pandemia (bandeira verde), diante da queda no número de novos casos positivos de infecção por Coronavírus. A avaliação da UFRJ indica ainda que o município mantém o índice de reprodução do vírus (R=0,84) menor que a média estadual (R=0,95) e também entre as cidades avaliadas pelo Grupo Multidisciplinar.

O “Covidímetro” da UFRJ aponta também que Macaé mantém o índice de letalidade (1,170%), quatro vezes menor que o registrado na cidade do Rio de Janeiro (5,21%) que apresenta o cenário de risco moderado da pandemia (bandeira laranja). A capital do petróleo segue também com o percentual abaixo das demais cidades acompanhadas pelo grupo técnico.

Os novos indicadores refletem um novo estágio de controle sobre o cenário da pandemia, comprovado também na queda de 87,6% dos óbitos por Covid-19 registrado nos últimos seis meses.

“Mantemos também o monitoramento do cenário epidêmico através da testagem da população, o que nos permite seguir a estratégia de isolamento e monitoramento dos casos positivos. Em Macaé, a taxa de positividade segue em redução a cada mês. O atual cenário também é um reflexo direto do efeito da vacinação da população em uma escala cada vez mais crescente”, avalia a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Lisa Chagas.

Escolas da rede municipal de Cabo Frio passam por desinfecção preventiva contra a covid-19

Foto Divulgação


Ação faz parte do cronograma preventivo adotado pela Secretaria Municipal de Educação

Quinze unidades escolares da rede municipal de ensino de Cabo Frio receberam desinfecção preventiva contra o vírus da covid-19 entre os meses de setembro e outubro. O Centro de Atendimento Pedagógico Warly Studart, no Jardim Olinda, e a sede da Secretaria de Educação, também receberam o sanitizante, aplicado pelos agentes da Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde.

A ação é rotineira e faz parte do cronograma preventivo adotado pela Secretaria de Educação de Cabo Frio, organizado pela Superintendência de Infraestrutura, conforme solicitação das unidades escolares. Somente em agosto 18 escolas foram sanitizadas. A solução aplicada utiliza hipoclorito de sódio a 1%, composição recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As unidade escolares que receberam a desinfecção em setembro e outubro foram:

• Creche E. M. Maria Emilia dos Santos Castro (Monte Alegre)
• E.M. de Educação Infantil Professora Yone Nogueira (Cajueiro)
• E. M. Professor Achilles Almeida Barreto (Porto do Carro)
• E. M. Professor Edilson Duarte (Jardim Caiçara)
• E. M. Professor Oswaldo Santa Rosa (Guriri)
• E. M. Professor Zélio Jotha (São Cristóvão)
• E. M. Professora Cecilia Nogueira Machado da Guia (Jacaré)
• E. M. Professora Cláudia Muzio Freitas de Oliveira (Jardim Esperança)
• E. M. Professora Elicéa da Silveira (Gamboa)
• E. M. Professora Izabel dos Santos Machado (Jardim Caiçara)
• E. M. Professora Tania Maria Gomes de Ávila (Guarani)
• E. M. Etelvina Santana da Fonseca (Peró)
• E. M. João Bessa Teixeira (União)
• E. M. Luiz Lindenberg (Praia do Siqueira)
• E. M. Maestro Rui Capdeville (Guarani)
• E. M. Paulo Burle (Jardim Caiçara)
• E. M Waldemira Tereza de Jesus (Jardim Excelsior)

7 X 4: Após seis meses, CPI da Covid é encerrada com 80 pedidos de indiciamento

Foto: Agência Senado


Após seis meses, CPI da Pandemia é encerrada

Na noite desta sexta-feira (26), o relatório oficial da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, do relator senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado. Foram 7 votos a favor e 4 contrários ao texto.

O parecer da comissão parlamentar de inquérito agora será enviado a diferentes órgãos públicos, de acordo com a competência de cada um. Será encaminhado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI). 

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

 

Votaram à favor do relatório:

  • Renan Calheiros (MDB-AL) — relator;
    Eduardo Braga (MDB-AM);
    Tasso Jereissati  (PSDB-CE);
    Otto Alencar (PSD-BA);
    Humberto Costa (PT-PE);
    Randolfe Rodrigues (Rede AP);
    Omar Aziz (PSD-AM).

Votaram contra o relatório:

  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Eduardo Girão (Podemos-CE)
  • Marcos Rogério (DEM-RO)
  • Jorginho Mello (PL-SC)

Gazeta Brasil

Julgamento no TSE é suspenso com placar de 3 a 0 contra cassação de chapa

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), comandou a sessão desta noite
Foto: Reprodução/YouTube


Vitoriosa em 2018, campanha de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão é acusada de disparo em massa de mensagens nas redes

Com os votos do relator, Luís Felipe Salomão, e dos ministros Mauro Campbell Marques e Sérgio Banhos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a julgar na noite desta terça-feira, 26, duas ações que pedem a cassação da chapa formada por Jair Bolsonaro e pelo general Hamilton Mourão nas eleições de 2018. Vencedores do último pleito, eles são acusados pelo suposto disparo em massa de mensagens nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Até o momento, o placar é de 3 a 0 contra a cassação.

Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral e relator dos casos no TSE, rejeitou os pedidos pela cassação da chapa. Entretanto, o magistrado pediu a fixação de uma tese jurídica que classifique o uso de mensagens em massa contra adversários eleitorais como crime de abuso econômico. O relator foi acompanhado integralmente pelo ministro Campbell e, parcialmente, por Banhos.

As duas ações foram apresentadas pela coligação O Povo Feliz de Novo, formada por PT, PCdoB e Pros nas eleições de 2018. A acusação contra a chapa de Bolsonaro e Mourão é de suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, suspendeu o julgamento depois do terceiro voto. A sessão será retomada na quinta-feira 28.

O julgamento ocorre às vésperas de Salomão deixar a Corregedoria-Geral — seu mandato se encerra no dia 29. Ele será sucedido no posto por Campbell Marques.

Voto do relator

Ao ler seu voto, o relator do processo no TSE afirmou que as provas coletadas demonstram que, desde o início da campanha de 2018, houve, por parte da chapa Bolsonaro-Mourão, forte mobilização e captação de votos por meio do uso de dispositivos tecnológicos e aplicativos de mensagens instantâneas.

“Esse aspecto, embora por si não constitua qualquer ilegalidade, assumiu, a meu juízo, contornos de ilicitude, a partir do momento em que se promoveu o uso dessas ferramentas com o objetivo de minar indevidamente candidaturas adversárias, em especial a dos segundos colocados”, afirmou Salomão.

Ainda segundo o corregedor-geral do TSE, “as provas compartilhadas pelo STF [Supremo Tribunal Federal] corroboram a assertiva de que, no mínimo desde 2017, pessoas próximas ao hoje presidente Jair Bolsonaro atuavam de modo permanente na mobilização digital tendo como modus operandi ataques a adversários políticos e, mais recentemente, às próprias instituições democráticas”.

Na parte final de seu voto, no entanto, o relator do caso na Corte ponderou que, apesar do uso das redes sociais para o disparo de mensagens, as ações da coligação liderada pelo PT não conseguiram provar que o conteúdo disseminado era baseado em ataques ao candidato Fernando Haddad (PT) — nem apontar a gravidade e o exato impacto das mensagens. “No caso concreto, julgo improcedentes os pedidos formulados na ação”, finalizou Salomão.

Demais votos

O ministro Mauro Campbell seguiu integralmente o voto do relator, afirmando que os autores da ação contra a chapa Bolsonaro-Mourão não conseguiram comprovar a gravidade dos fatos. “Não foram coletados elementos mínimos que autorizem a cassação”, afirmou o magistrado. “A jurisprudência desta Corte tem como paradigma o respeito à soberania popular, jamais tendo se prestado a cassar diplomas sem que o ilícito fosse sobejamente comprovado.”

Já o ministro Sérgio Banhos, o último a votar nesta noite, também acompanhou o relator e foi além. Segundo ele, não houve prova sequer de que tenha havido disparos de mensagens em massa em prol da chapa Bolsonaro-Mourão.

PGR

Antes da leitura do voto de Salomão, o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, disse que não há elementos suficientes que comprovem supostas irregularidades na campanha de Bolsonaro em 2018. Segundo ele, “não se logrou demonstrar o conteúdo das mensagens nem se colheram evidências da repercussão efetiva dos disparos”.

“Uma notícia com dados verossímeis pode ser suficiente para o leitor formar juízo, mas pode não ser o bastante para que tribunal interfira em resultado de eleição e imposição de pena de inelegibilidade”, afirmou Gonet. “De acordo com a jurisprudência da Corte, matéria jornalística com credibilidade pode ensejar abertura de ação, mas, para que se apliquem rigorosas consequências do reconhecimento de abuso de poder, a jurisprudência cobra mais.” “Para condenação, é necessário que se atinja grau de certeza sobre todos os fatos relevantes, que deixe pouca margem para dúvida ou interpretação concorrentes.”

PT

Autora das ações contra a chapa de Bolsonaro e Mourão, a coligação O Povo Feliz de Novo, formada por PT, PCdoB e Pros, defendeu a cassação. “Foi uma campanha sustentada por uma engenhosa máquina de disseminação de mentiras. As duas ações comprovam esse modo de agir da chapa do presidente na campanha de 2018 e por isso tem-se configurado o abuso do poder econômico e também dos meios de comunicação, capazes de impactar de maneira relevante esse pleito”, afirmou o advogado Eugênio de Aragão.

“Houve orquestração na disseminação de fake news, com organização própria e custo elevado, que não foi declarado nos gastos oficiais da campanha. As provas coletadas são expressivas. Temos provas de envios de milhões de mensagens de disparos em massa por meio de contas falsas”, completou.

Fábio Matos

Bolsonaro: ‘Estamos, se Deus quiser, na iminência de ter pastor ministro do Supremo’

Presidente da República, Jair Bolsonaro 
Foto: Isac Nóbrega/PR

Presidente pontuou, no entanto, que ex-ministro sabe das dificuldades de ter seu nome aprovado no Senado

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 26, que André Mendonça “sabe das dificuldades” de ser aprovado pelo Senado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal.

No momento, a indicação está travada por decisão do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A declaração foi dada em Boa Vista em evento da igreja Assembleia de Deus.

 “Estamos, se Deus quiser, na iminência de ter pastor ministro do Supremo”, declarou, e continuou: “Tem currículo invejável. Tenho conversado com ele Mendonça dia muito, que sabe das dificuldades não para passar na sabatina – ele passa na sabatina por nota quase 10 – mas a dificuldade de na votação secreta ter seu nome aprovado”.

“É uma pessoa que tem tomado tubaína comigo há dois anos. Pedi para ele: ‘Quero que toda semana você comece a primeira sessão com uma oração dentro do Supremo Tribunal Federal’”, acrescentou.

Afonso Marangoni

Renan Calheiros recua e retira senador Heinze da lista de pedidos de indiciamento

O recuo ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG),  considerar que a CPI praticou um excesso ao incluir o nome do colega na lista.

Nesta quarta-feira (26), o relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), retirou, o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), da lista de pedido de indiciados do relatório final.

A decisão de colocar o senador gaúcho no rol dos indiciados, foi tomada por Renan Calheiros a pedido de Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que tinha pedido a inclusão de Heinze no início da manhã. O recuo ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG),  considerar que a CPI praticou um excesso ao incluir o nome do colega na lista.

“Não se gasta vela boa com defunto ruim. Essa CPI fez um trabalho, prestou um serviço ao Brasil, muitíssimo relevante. Eu não posso a essa altura colocar em risco nenhum pedaço desse serviço por conta de mais um parlamentar irresponsável. Então peço a vossa excelência que faça a retirada [do nome do senador Heinze dos indiciados]”, disse o senador Alessandro Vieira.

Gazeta Brasi

Zé Trovão se entrega à polícia em Santa Catarina

Foto: Divulgação

Na tarde desta terça-feira (26), o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, se entregou à Polícia Federal (PF) do Estado de Santa Catarina (SC).

Ele estava considerado foragidos pela PF, com mandado de prisão em aberto, emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretada em 1º de setembro.

A principal acusação contra o caminhoneiro é de que ele teria “incitado” as manifestações do dia 7 de setembro.

Zé Trovão teria viajado do México, onde estava escondido, para o Peru na semana passada com o objetivo de retornar para o Brasil.

De lá, o caminhoneiro teria retornado ao Brasil no último final de semana e ficou escondido alguns dias com sua família, até se entregar hoje.

A defesa agora vai tentar converter a prisão preventiva de Zé Trovão em medidas cautelares, para permitir que ele cumpra prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. 

Gazeta Brasil

Eduardo Cunha confirma candidatura a deputado federal em 2022

Marcelo Camargo | Agência Brasil


Ex-presidente da Câmara pretende concorrer pelo estado de São Paulo.

Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-presidente da Câmara, afirmou que deseja voltar a ocupar uma cadeira na Casa Legislativa.

Mesmo com seus direitos políticos cassados até 2027, ele confirmou a intenção de disputar as eleições já em 2022, representando o estado de São Paulo.

A declaração foi proferida nesta terça-feira (26) durante uma entrevista à rádio Jovem Pan.

“Eu vou ser candidato por São Paulo, se Deus me permitir. No Rio vai ser minha filha, para ocupar o meu espaço lá”, declarou.

O ex-congressista ainda revelou que buscará “apoio do povo contra o PT”, não importando se as pessoas são apoiadoras de Jair Bolsonaro ou não. “Não importa se é Bolsonaro ou não é”, justificou.

Cunha está em São Paulo e na última segunda-feira (25) participou de sessão de autógrafos pelo lançamento do livro “Tchau, querida”, que detalha os bastidores do processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT).

Por Marcos Rocha

Trump expressa apoio a Bolsonaro: ‘Batalha muito pelo povo’

Donald Trump e Jair Bolsonaro são aliados
Foto: Reprodução/Redes sociais


Em nota enviada a jornalistas, o ex-presidente dos EUA ressaltou os laços de amizade com o presidente brasileiro

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump divulgou ontem, terça-feira 26, uma mensagem em apoio ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. A manifestação do republicano ocorreu no mesmo dia em que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou seu relatório definitivo, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Oeste noticiou.

“O presidente Jair Bolsonaro e eu nos tornamos grandes amigos ao longo dos últimos anos”, revelou Trump em nota enviada a jornalistas. “Ele batalha muito pelo povo e ama os brasileiros — como eu faço pelo povo norte-americano. O Brasil tem sorte de ter um homem como Jair Bolsonaro trabalhando pelo país. Ele é um grande presidente e nunca vai decepcionar o povo desse grande país.”

Foto: Divulgação

Edilson Salgueiro

Moraes não deixa Jefferson ser transferido para hospital particular

Roberto Jefferson não poderá ser transferido para 

hospital particular | Foto: Reprodução/Redes sociais

‘Verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso’, diz ministro do STF

Em mais um revés para o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira, 26, um pedido apresentado pela defesa do presidente nacional do PTB para que ele fosse transferido para um hospital particular.

De acordo com o magistrado, “neste momento, verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso, não havendo qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída do estabelecimento prisional”.

Apesar de ter rejeitado a transferência de Jefferson, o ministro do STF autorizou a visita de médicos particulares ao hospital penitenciário em que o ex-deputado está internado. Segundo Moraes, o laudo médico aponta “absoluta normalidade da situação médica do preso”.

“Como se vê, não há qualquer elemento que indique a necessidade de transferência da unidade prisional para hospital particular, havendo consignação expressa de que os procedimentos médicos necessários foram adotados adequadamente”, escreveu o magistrado.

No domingo 24, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou que Roberto Jefferson havia sido internado e estava em observação no Pronto-Socorro Geral Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó, desde a tarde deste sábado, 23. O ex-deputado teria pedido atendimento médico depois de se queixar de dores na lombar.

Ainda de acordo com a secretaria, Jefferson faria uma ultrassonografia nesta terça-feira e “está lúcido” e com “quadro clínico estável”. 

Fábio Matos

Governo da Áustria pretende legalizar o suicídio assistido

Foto: Reprodução/Mídias sociais


O objetivo é legalizar a eutanásia para pessoas muito doentes

A Áustria pode se tornar o próximo país a legalizar a eutanásia para pacientes em estado terminal. O governo austríaco encaminhou projeto de lei autorizando o suicídio assistido. A autorização só seria dada após dois médicos atestarem a capacidade do paciente em tomar suas próprias decisões.

Atualmente, a eutanásia é legal na Bélgica, Canadá, Colômbia, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e alguns dos Estados da Austrália. A Suíça permite o suicídio assistido desde que o próprio paciente administre a dose letal. Outros países possuem legislações mais específicas, como Itália.

Dagomir Marquezi

Justiça determina retorno às aulas presenciais na rede federal do Rio

 Foto: DANIEL GUIMARÃES/EDUCAÇÃOSP
DIVULGAÇÃO

 A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou o retorno às aulas presenciais em instituições federais, do ensino básico ao superior, suspensas desde o ano passado devido à pandemia de covid-19. A decisão liminar, tomada na noite de ontem (25), é do desembargador federal Marcelo Pereira da Silva, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1425613&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1425613&o=node

Estão incluídos na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF/RJ) o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), o Colégio Pedro II (CPII), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

A liminar veio em resposta ao recurso do MPF contra a decisão anterior, da juíza federal Carmen Silvia Lima de Arruda, que indeferiu o pedido de tutela de urgência no dia 7 de outubro, na ação que pedia o retorno das aulas presenciais até o dia 18 de outubro. Na ocasião, a juíza destacou a autorização legal para atividades não presenciais até o fim do ano letivo de 2021 e a autonomia das instituições federais para determinar o próprio calendário escolar.

No recurso, o MPF alegou que o ensino remoto ofertado é de “baixíssima qualidade, não acessível a todos os alunos, e não atende aos requisitos fixados pelo Conselho Nacional de Educação” (CNE), além de não cumprir a carga horária legal e intensificar as desigualdades sociais e de oportunidades de acesso ao ensino de qualidade.

O MPF alega também que a situação sanitária no estado do Rio de Janeiro está melhor, com os mapas de risco de contágio entre os níveis baixo e moderado, além de a vacinação contra a covid-19 estar avançando e a permissão de atividades não essenciais, como torneios de futebol e restaurantes.

Na decisão, o desembargador Marcelo Pereira da Silva ressalta que as estimativas apontam para uma evasão escolar que pode chegar a 80 mil estudantes no estado do Rio de Janeiro, sendo 25 mil apenas na capital, o que pode ter sido causado pela ausência de aulas presenciais. Ele destaca também que as redes estadual e municipal de ensino já retornaram com as atividades 100% presenciais.

O desembargador alega, ainda, que as atividades regulares das escolas devem seguir as diretrizes das autoridades sanitárias, segundo a Lei nº 14.040/2020, que estabelece normas educacionais excepcionais durante o estado de calamidade pública da pandemia. Com isso, a decisão determina o retorno às aulas presenciais nas instituições citadas dentro de 15 dias, “ainda que de maneira híbrida com atividades remotas, e que seja necessária a redução do período de férias escolares”. O desembargador determina as condições sanitárias necessárias para que isso ocorra: a decisão especifica “manutenção ou melhora dos presentes indicadores da pandemia no município do Rio de Janeiro, conforme critérios técnico/epidemiológicos/científicos determinados pelas Secretarias Estadual e Municipal de Saúde e implementação, pelas unidades de ensino, de protocolos sanitários específicos, voltados à proteção dos alunos e dos funcionários/professores, em consonância com os melhores critérios técnicos e científicos vigentes no Município do Rio de Janeiro, no prazo máximo de duas semanas”.

As instituições de ensino têm 15 dias para apresentar resposta à Justiça.

A UFRJ, a Unirio e a UFRRJ acionaram a Procuradoria Federal para recorrer da liminar, pedindo que seja mantida a decisão anterior que garante a autonomia universitária. A UFRJ informou que a reitoria está apurando as consequências da medida.

“Estamos empenhados em atender aos interesses da Universidade, que, neste momento, entendemos não reunir as condições necessárias – tanto do ponto de vista epidemiológico, quanto do ponto de vista material – para um retorno completo às aulas presenciais em até 14 dias. A reitoria também estuda a possibilidade de contemplar, considerando as melhores práticas do município do Rio de Janeiro, a cobrança do passaporte vacinal, caso esta iniciativa seja provida de legalidade”.

A Unirio informou que pretende seguir os critérios dos comitês avaliativos da instituição para o retorno às aulas presenciais.

“Diante de tal decisão, consideradas as especificidades de um retorno que entendemos deva acontecer de forma gradual, com observância das condições epidemiológicas que contemplem segurança, e resguardadas as necessidades materiais adequadas, a Reitoria se manifesta no sentido de acionar os mecanismos jurídicos necessários para que sejam garantidas não só a autonomia universitária, prevista legalmente, como também a capacidade operacional adequada da Instituição para este fim”.

A UFRRJ também destacou que a decisão contraria a autonomia universitária.

“Neste momento, a Administração Central da UFRRJ realiza consulta à Procuradoria federal e mantém diálogo com as outras instituições de ensino elencadas na ação do MPF, a fim de recorrer a essa decisão judicial e manter aquela publicada no início deste mês, que faz valer a autonomia universitária sobre calendários e planejamentos. Ao longo da semana, publicaremos novas informações sobre o andamento do processo”.

 Gazeta Brasil

*Com informações de Agência Brasil

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