‘Quero que a CPI termine logo para voltarmos a fazer coisas importantes’, diz Jorginho Mello

Pedro França/Agência Senado. Senador Jorginho Mello
 acredita que CPI já deveria ter sido finalizada


Em entrevista do ‘Jornal da Manhã’, senador afirmou que sessões são usadas de palanque e única contribuição da comissão será o fortalecimento de órgãos de controle no país

O senador Jorginho Mello (PL-SC) conversou com o “Jornal da Manhã“, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 18, sobre a reta final da CPI da Covid-19, que teve apresentação de relatório final adiada na última semana. Para ele, há interesses em não deixar a comissão findar. “Eu acho que já deveria ter terminado, mas o Renan, o Aziz e o Randolfe não querem que termine o palanque político. Esta é a grande verdade”, opinou. Segundo o político, todos os senadores já estão cientes da tipificação a ser exposta no relatório, o que ele classificou como uma “bobageira”. “Para não dizer que não vai contribuir com nada, acho que a CPI pode contribuir com o fortalecimento dos órgãos de controle. Acho que o Ministério da Saúde precisava ter um andar com câmeras instaladas, fazer uma seleção nacional de um quadro de pessoas qualificadíssimas para atender toda essa picaretagem que chega, porque a gente viu agora que foi exposto agora na CPI é que um bando de aproveitadores tentaram saquear o governo brasileiro”, opinou.

Para o senador, Jair Bolsonaro não cometeu qualquer crime pelo qual deve ser acusado no relatório final da comissão. “Isso é pura política. Podem ser responsabilizados alguns funcionários que estavam lá, que receberam esta picaretagem toda e tentaram vender para o governo comprar”, disse, pontuando que o governo comprou vacina quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quando tinha que comprar e lembrando que algumas pessoas envolvidas em problemas investigados na CPI já foram retiradas dos próprios cargos. “É muita futrica, é muita fofoca, é uma narrativa política. O Renan Calheiros é um picareta, o que é que ele tem que está querendo dar lição de moral em ninguém? Ele não tem moral para nada, então se faz um enredo, conta-se uma história”, afirmou, dizendo que o povo brasileiro está “com ânsia de vômito” em relação a quem dirige a CPI.

Jorginho Mello também acusou o “G7” da comissão de se reunir para tomar decisões sobre investigações e vazar documentos de forma criminosa, usando a CPI como um palco eleitoral. “É muito palanque para pouca verdade. Aquela plaquinha que o Renan coloca na frente dele ali, dos 500 mil mortos, isso é uma demagogia barata. Quem sabe ele está preocupado com quem morreu. Já matou muita gente, de sacanagem, de fome, de corrupção, então é um negócio que a gente quer que termine. Eu quero que termine logo, para a gente voltar a fazer coisas importantes, deixar o governo trabalhar. Vamos terminar a vacinação, vamos imunizar, deixar o mercado funcionar”, analisou. O senador explicou que a votação deverá dar maioria dos votos favoráveis ao relatório e lamentou que pessoas ainda estejam sendo chamadas para depor exclusivamente sobre a morte dos seus entes queridos, algo que ele vê como uma espetacularização da comissão. “Espero que eles não façam nós perdemos mais dois ou três dias para ouvir a leitura do Renan Calheiros”, analisou, na expectativa de que uma versão resumida do documento seja passada aos parlamentares antes da votação.

Por Jovem Pan

Deixe um comentário

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora