Governo chileno condena violência em manifestações

Um grupo criminoso entrou em confronto com a polícia,
 segundo o governo chileno | Foto: Javier Torres/AFP

50 atos foram organizados e se espalharam pelo país; 30 pessoas foram detidas

Milhares de pessoas se reuniram na segunda-feira 18, em várias cidades do Chile, para comemorar o segundo aniversário dos protestos por mais justiça social, que impulsionaram a redação de uma nova Constituição.

Segundo a Polícia Metropolitana, foram 50 atos convocados em diferentes cidades do país. Na capital, Santiago, de acordo com a corporação, cerca de dez mil pessoas caminharam rumo à Praça Itália, no centro, batizada pelos manifestantes de Praça Dignidade, epicentro da convulsão social de outubro de 2019 que deixou mais de 30 mortos.

Entre os manifestantes, um grupo criminoso atacou bens públicos e privados, saqueou lojas e entrou em confronto com os policias, informou o general Enrique Monrá ao jornal La Nación. 30 pessoas foram detidas e cinco policiais ficaram feridos.

O governo chileno condenou os atos violentos. “Não estamos na presença de manifestantes, estamos na presença de alguns criminosos, que usam essas datas para cometer crimes, saquear, queimar, roubar, para atacar policiais, civis e propriedades públicas e privadas”, disse o ministro do Interior, Rodrigo Delgado.

Guilherme Lopes

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