Retorno às aulas no Sistema Híbrido em Arraial do Cabo tem dia tranquilo

Fotos Divulgação

As aulas na Rede Pública Municipal de Ensino de Arraial do Cabo retornaram nesta segunda-feira (9) no Sistema Híbrido. Os primeiros alunos a voltarem foram os da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A Secretária de Educação, Isalira Gomes, disse que o retorno foi tranquilo. “Alguns alunos deixaram para aderir ao Modelo Híbrido somente hoje, mas tivemos um retorno bastante tranquilo”, observou.

Calendário de volta às aulas –  A partir do dia 23 de agosto até 4 de outubro, retornarão as aulas os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O Decreto 3.380, que trata do retorno das aulas na cidade no Sistema Híbrido, foi publicado na edição do dia 16 de julho do Diário Oficial do Município.

As escolas seguem rigorosamente aos protocolos de segurança sanitária determinados pela Secretaria Municipal de Saúde e o de Retomada das Atividades Presenciais da Educação de Arraial do Cabo.

Governo do Estado destina verba para saúde de Duque de Caxias e de Itaboraí

Divulgação

O governador Cláudio Castro entrega, nesta terça-feira (10/08), em Duque de Caxias e em Itaboraí, cheques do Programa de Apoio aos Hospitais Integrantes do SUS/Região Metropolitana. Serão R$ 45,6 milhões de investimento ao ano para os hospitais municipais Moacyr Rodrigues do Carmo e Desembargador Leal Júnior, que ajudarão no atendimento à saúde de todos os moradores das duas cidades.

O programa é destinado à melhoria da qualidade do atendimento regional dos hospitais de média e alta complexidade do SUS. Abrange os hospitais de referência da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana II, que poderão aderir ao programa desde que atendam alguns requisitos, como receber pacientes de outros municípios.

Serviço:

Entrega de cheques do Programa de Apoio aos Hospitais Integrantes do SUS/Região Metropolitana (PAHI RM)

Data: Terça-feira (10/08)

Horário: 11h
Local: Restaurante do Povo de Duque de Caxias – Rua Frei Fidélis, 51, Centro, Duque de Caxias

Horário: 17h30
Local: Rua 20 com Joaquim de Oliveira (ponto de encontro em frente ao Vera Gol), Itaboraí

Concurso para o Corpo de Bombeiros do RJ tem inscrições abertas até 13 de agosto

A corporação oferece 3 mil vagas temporárias, sendo 2.548 são para soldados e 452 para oficiais do quadro da Saúde.

O concurso público para 3 mil vagas temporárias no Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio de Janeiro recebe inscrições até o dia 13 de agosto.

Entre as vagas, 2.548 são para soldados e 452 para oficiais do quadro da Saúde. O edital está disponível no site da Funrio.

Os ganhos inicias são de R$1.226,94, para soldado no primeiro ano, e de R$3.452,55 no segundo ano. Para o tenente (oficial), o valor é de R$7.940,78.

As vagas de soldado estão distribuídas pelos postos de combatente, motorista combatente (com exigência de Carteira Nacional de Habilitação na categoria B), guarda-vidas e técnicos de enfermagem e socorrista.

Já as oportunidades para oficial temporário são na área da Saúde, nos cargos de: médico (diversas especialidades); enfermeiro, assistente social, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.

Para as vagas de soldado temporário, o candidato precisa ter o nível médio completo. Nos casos das oportunidades para técnicos de enfermagem, o curso técnico na área é exigido.

A escolaridade exigida para o oficial é o nível superior na área de interesse. No caso dos médicos especialistas, é exigida ainda a especialização correspondente.

Como prevê o Serviço Militar Temporário (SMTV), além da escolaridade, a idade máxima para ocupar o posto de praça temporário é de 25 anos e a de oficial temporário, de 35 anos.

As provas serão realizadas em 10 de outubro.

O Concurso Bombeiros RJ terá três etapas. Ao todo, os candidatos serão avaliados por meio de três etapas. A primeira delas será a prova objetiva, no dia 10 de outubro. A avaliação será aplicada nas seguintes cidades:

Rio de Janeiro; Petrópolis; Magé; Nova Friburgo; Teresópolis; Volta Redonda; Barra Mansa; Resende; Barra do Piraí; Vassouras; Campos dos Goytacazes; Itaperuna; Miracema; Macaé; Cabo Frio; Duque de Caxias; Nova Iguaçu; São João de Meriti; Nilópolis; Angra dos Reis; Itaguaí; Niterói; São Gonçalo; Maricá; e Itaboraí.

Por G1 Rio

China confirma pena de morte para canadense preso no país

O secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping
 Foto Divulgação/Flickr


Sentença coincide com julgamento da filha do fundador do gigante de tecnologia chinês Huawei, presa no país ocidental

O canadense Robert Lloyd teve sua sentença de morte confirmada por um tribunal chinês de segunda instância nesta terça-feira, 10. Ele é acusado pelo Partido Comunista de introduzir mais de 220 quilos de metanfetamina no país.

Dominic Barton, embaixador do Canadá, criticou a decisão. “Condenamos o veredicto nos termos mais fortes e apelamos à clemência da China”, declarou o diplomata, poucas horas depois do veredito.

A iminente execução de Loyd coincide com o julgamento que vai decidir o futuro da empresária Meng Wanzhou, filha do fundador do gigante de tecnologia Huawei. Ela foi presa no Canadá por suspeita de espionagem.

Cristyan Costa/Revista Oeste

Orbán teme interferência da “esquerda internacional” nas eleições húngaras de 2022

European People’s Party | Flickr


“Obviamente, a esquerda internacional fará tudo o que puder, provavelmente ainda mais, para mudar o governo aqui na Hungria”, declarou.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, foi entrevistado na quinta-feira (5) por Tucker Carlson, da emissora americana “Fox News“. Durante a entrevista, que ocorreu em Budapeste, Orbán alertou para o risco de interferência externa nas eleições parlamentares do próximo ano.

“Obviamente, a esquerda internacional fará tudo que puder, provavelmente ainda mais, para mudar o governo aqui na Hungria”, disse Orbán, ao ser questionado se ele estava preocupado com a possibilidade de haver interferência internacional no pleito. “Isso vai acontecer, mas estamos preparados para isso.”

As eleições húngaras estão previstas para abril de 2022. Em uma tentativa de tirar o atual primeiro-ministro do poder, os partidos da oposição querem se unir e escolher um candidato comum. As pesquisas preveem uma disputa direta entre a aliança opositora e o partido conservador de Orbán, o Fidesz.

Na entrevista, Carlson também abordou a crise europeia causada pela imigração em massa em 2015. “Proteger” a Hungria é um direito que vem de “Deus e da natureza”, respondeu Orbán. “Não há direito humanitário de vir aqui”.

Ao ser questionado sobre as diferenças das políticas de imigração de alguns países da União Europeia e da Hungria, o mandatário respondeu: “Eles querem uma sociedade pós-cristã e pós-nacionalista”. O risco de que isso acabe mal é “óbvio”, segundo ele.

Carlson também perguntou ao primeiro-ministro húngaro sobre as consequências de aceitar imigrantes em massa na Alemanha. Orbán foi incisivo e direto na resposta: “A Alemanha teve o que mereceu”.

O primeiro-ministro citou a diferença de opinião sobre a questão da imigração como o motivo pelo qual foi frequentemente criticado por outros chefes de governo. “Por isso, sou tratado como a ovelha negra da UE”, avaliou.

Questionado sobre se o líder húngaro espera que o governo de Joe Biden tente “impedir” sua reeleição, Orbán disse que “mais cedo ou mais tarde os americanos perceberão que as questões da Hungria devem ser decididas pelos húngaros”.

“É melhor até mesmo para o governo liberal de esquerda nos Estados Unidos ter um bom parceiro que seja cristão democrático conservador e apoiado por longo prazo pelo povo húngaro”, acrescentou.

“É melhor ter isso do que um governo que é apoiado pela América e assume sua posição, mas perde depois de vários meses, criando desestabilização e incerteza”, disse. “Um parceiro não amado, mas estável, é melhor do que um parceiro incerto. Espero que os americanos entendam isso.”

As políticas de defesa das fronteiras do governo húngaro, como a construção de cercas, renderam ao líder húngaro elogios do ex-presidente americano Donald Trump, quem Orbán chamou de “um grande amigo da Hungria”.

política de “América em primeiro lugar” de Trump foi “uma mensagem muito positiva aqui na Europa Central […] significa que a Hungria também poderia estar em primeiro”, afirmou.

Orbán disse ainda lamentar a derrota eleitoral em junho do ex-premiê israelense Benjamin Netanyahu.

“O pensamento democrático conservador húngaro e democrático judaico-cristão perdeu dois grandes apoiadores internacionais e os oponentes chegaram ao poder”, analisou.

Por Thaís Garcia 

EUA irão revisar arquivos de ataques de 11 de Setembro após pedidos de famílias

One World Trade Center é iluminado com as cores da bandeira
 dos EUA em meio à pandemia do novo coronavírus.
Foto: Eduardo Munoz – 30.mar.2020/ Reuters


“Meu governo está comprometido em garantir o máximo grau de transparência de acordo com a lei”, afirmou Joe Biden em nota

WASHINGTON (Reuters) – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (9) que irá revisar os arquivos relativos aos ataques de 11 de setembro de 2001, após pedidos para que o presidente norte-americano, Joe Biden, não participe das homenagens a não ser que ele libere documentos que as famílias dizem quem mostram que líderes da Arábia Saudita apoiaram os ataques.

“Meu governo está comprometido em garantir o máximo grau de transparência de acordo com a lei”, afirmou Biden em nota. “Eu saúdo o decreto do Departamento de Justiça de hoje, que se compromete a conduzir uma nova revisão dos documentos aos quais o governo anteriormente garantiu privilégios, fazendo isso o mais rápido possível.”

Os familiares das vítimas dos ataques de Nova York e Washington, que mataram quase 3 mil pessoas, fizeram um apelo a Biden em uma carta publicada na última sexta-feira conforme se aproxima o aniversário de 20 anos da tragédia.

A Arábia Saudita já disse que não teve participação nos ataques realizados com sequestros de aeronaves. A embaixada saudita em Washington não respondeu imediatamente a um pedido por comentários na segunda-feira.

O gabinete da Procuradora Federal Audrey Strauss em Manhattan disse na segunda-feira que o FBI “decidiu revisar” afirmações anteriores que haviam sido feitas sobre a impossibilidade de publicação de algumas informações solicitadas pelas famílias.

Procuradores disseram que o FBI havia decidido revisar afirmações anteriores que havia feito sobre o sigilo de documentos para “identificar informações adicionais apropriadas para publicação” e acrescentou que “irá procurar tais informações da maneira mais célere quanto for possível”.

Mark Hosenball Reuters

(Reportagem de Mark Hosenball, reportagem adicional de Tim Ahmann, Jan Wolfe e David Brunnstrom)

Ano letivo é iniciado com máscaras opcionais em muitas escolas nos EUA

Marc Thele | Pixabay


Governador da Flórida disse que a opção pelo uso do item deve ser uma escolha dos pais.

Os estados americanos de Arkansas, Arizona, Carolina do Sul, Flórida, Iowa, Oklahoma, Texas e Utah baniram os requisitos de máscara faciais em escolas públicas, enquanto na outra ponta do espectro a Califórnia, Louisiana, Nova Jersey, Oregon e Washington pretendem exigir o item para todos os alunos e professores, independentemente do status de vacinação. Já a Geórgia, por sua vez, optou por deixar para as escolas locais decidirem se exigem coberturas faciais.

Escolas têm enfrentado forte resistência às máscaras de pais e líderes políticos nos EUA. Muitos consideram as regras do uso de máscaras faciais uma intrusão na autoridade dos pais para tomar decisões sobre a saúde de seus filhos.

O governador republicano da Flórida, Ron DeSantis, afirmou na quinta-feira (5) que a decisão de usar máscaras nas escolas deve ser tomada pelos pais, acrescentando: “Quais são os efeitos prejudiciais de colocar uma máscara em um jardim de infância por 7 horas? Eles falaram sobre o emocional, o acadêmico, o fisiológico? Por que o CDC não está estudando isso?”

DeSantis publicou em suas redes sociais o um pedido de uma mãe: “Queremos que [as máscaras] sejam uma escolha dos pais”, disse Anita Whitby-Davis, mãe de dois filhos e representante de pais na escola de suas crianças.

Em 30 de julho, o mandatário assinou uma ordem executiva para que a Secretaria de Saúde da Flórida crie regras, em colaboração com Secretaria de Educação da Flórida, para proteger a liberdade dos pais de escolher se seus filhos devem ou não usar máscaras na rede de ensino.

Por Thaís Garcia 

Janaina critica ações que mantêm Cracolândia ativa e é atacada por ‘lacradores’

Janaina Paschoal
Foto: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO 
 Janaína Paschoal


Deputada coloca o dedo na ferida e deixa uma reflexão no ar que irrita a esquerda e a imprensa: precisamos falar sobre internação compulsória

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) virou alvo nas redes sociais da patrulha da esquerda e seus satélites na imprensa depois de colocar o dedo em uma ferida aberta na capital paulista: a cracolândia — e tudo o que ela representa para a sociedade. O tiroteio começou quando Janaina jogou luz para uma realidade que muitos tentam esconder sob o manto do politicamente correto: entregar alimentos, roupas, sabonete e doações afins realmente é uma porta de saída para os dependentes que vivem em situação degradante ali?

Ela se referia a uma ação do midiático padre Julio Lancelloti, que faz sucesso na internet sempre que sai de casa para entregar marmitas aos frequentadores da cracolândia no centro de São Paulo. No sábado, 7, a Polícia Militar impediu a equipe dele de entrar na área por riscos de segurança.

Lancelotti é ativista dos direitos humanos e aliado de políticos do PT e do PSOL no Estado, como Guilherme Boulos, e foi um dos entusiastas do programa Braços Abertos da gestão municipal de Fernando Haddad, depois apelidado de “Bolsa Crack” — a prefeitura dava dinheiro e abrigava os usuários em hotéis-cortiços na região se eles varressem as ruas, por exemplo. O tempo passou, o programa acabou estimulando a chegada de novos interessados na bolsa-crack — inclusive traficantes que sabem onde o dinheiro está — e os hotéis tornaram-se inabitáveis pelo horror flagrado nos quartos por agentes públicos durante fiscalizações.

Eu não ataquei ninguém, só estou propondo uma reflexão. Há anos, todos reclamam da Cracolândia, mas ninguém tem coragem de olhar para as ações que findam por colaborar que aquela região siga assim. Alimentar no vício só estimula o ciclo vicioso! Peço que pensem a respeito!

— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) August 8, 2021

A maioria dos ataques a Janaina Paschoal partiu de influenciadores nas redes sociais que talvez nunca tenham cruzado a rua Helvetia, nem a Dino Bueno ou precisaram do Terminal Princesa Isabel e da Estação da Luz — mas, se conhecem, talvez até pela opção de poder ficar em suas casas por causa da pandemia, não notaram que o cenário piorou (e muito). O número de furtos de pertences, como celulares e bolsas, e a ausência de zeladoria urbana também pressiona o comércio a fechar as portas.

Se você morasse em Campos Elíseos, tivesse que sair cedo todo dia, sabendo que seus filhos precisam sair para a escola, andando no meio de pessoas completamente “chapadas” pelo crack, como ficaria sua cabeça? Teria tranquilidade para trabalhar? Quem defende essas crianças?

— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) August 8, 2021

É claro que o tema é árduo e tem muitos lados — especialmente o da saúde pública. Também é óbvio que nem ela nem ninguém com o mínimo de compaixão estava reclamando da ação social, da caridade e do espírito humanitário. O ponto para reflexão era outro: a maior metrópole da América do Sul não pode ter uma zona de sombra — e aí Janaina Paschoal só falou verdades. Tampouco se tratava de incentivar o uso da força policial sem estratégia nem cautela. Só que é preciso fazer prevalecer a ordem das coisas, salvar quem não consegue mais sair daquele labirinto e encarar o problema de uma vez por todas. Ou a Cracolândia se tornará algo ainda pior do que um Skid Row, um loteamento onde a lei não impera e muito menos o estado de Direito.

É hora — e já passou da hora — de enfrentarmos o debate sobre internação compulsória no Brasil. Pelo bem de todos.

Região da Cracolândia, no centro de São Paulo
 Foto: Reprodução/TV Globo

No PSL, Datena avalia aliança com o PDT de Ciro Gomes e o MDB de Simone Tebet

O apresentador José Luiz Datena, num estúdio
 da TV Band.| Foto: Kelly Fuzaro/Band

Lançado como pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, o apresentador de TV José Luiz Datena tem sinalizado que irá concretizar sua candidatura em 2022, mas não necessariamente ao Palácio do Planalto. Ele também cogita tentar o Senado ou governo de São Paulo, numa negociação que pode envolver o apoio mútuo entre ele e Ciro Gomes (PDT). Paralelamente, também há negociações com a ala do MDB que quer lançar a candidatura da Simone Tebet (MDB) ao Planalto.

Apesar de Ciro Gomes estar no campo da centro-esquerda e o PSL querer se reposicionar como sigla de centro direita, a aliança é possível. O pedetista vem mantendo diálogo com partidos de centro e centro-direita para se viabilizar como nome da terceira via na disputa presidencial. E já ofereceu o apoio a Datena numa candidatura ao Senado por São Paulo. O próprio apresentador de TV admitiu publicamente ter recebido essa oferta; e não a descartou.

Em entrevista recente à revista Veja, Datena disse, sobre uma possível união com Ciro Gomes, que alianças são alternativas contra a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT). “Alianças políticas devem surgir para que o Brasil não fique polarizado. É uma polarização, inclusive, de rejeições”, disse.

As negociações entre Datena e Ciro Gomes contam com o apoio, inclusive, do deputado delegado Waldir (PSL-GO) – que chegou a liderar a bancada do partido na Câmara e que apoiava Bolsonaro, antes de romper com o presidente. “O Ciro [Gomes] é inteligente e eu diria que é um dos mais preparados. A união seria uma estratégia para ganhar as eleições”, diz Waldir, que também apoiaria uma coligação com outros partidos como MDB e PSD.

Aliança de Datena com Simone Tebet também é possível

O PSL também estreitou os laços com a ala do MDB que aposta na candidatura da senadora Simone Tebet. A estratégia dos emedebistas em lançar a senadora à Presidência foi traçada pelo presidente da legenda, deputado Baleia Rossi (SP), e pelo ex-presidente Michel Temer, para frear acordos de caciques do partido nos estados que ensaiam uma composição com Lula – sobretudo no Nordeste.

Integrantes dos MDB e do PSL admitem que o lançamento das pré-candidaturas neste momento tem como objetivo testar nomes até a oficialização das candidaturas. Nesse período, a construção de uma possível aliança entre Datena e o MDB seguirá nos bastidores. A ideia é que o nome que tiver mais “musculatura” eleitoral seja apoiado. Antes de ingressar no PSL, o apresentador foi filiado ao MDB.

Como Datena está nas pesquisas eleitorais

No último levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, Datena aparece em terceiro lugar entre os presidenciáveis, com 7% das intenções de voto – empatado tecnicamente com Ciro Gomes (PDT), que somou 6,8%. O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro lideram a corrida com 33,7% e 32,7%, respectivamente.

Datena apareceu à frente de outros nomes que tentam se viabilizar com a terceira via para 2022. É o caso do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que somou 3,9% nesse último levantamento; e do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), que teve 1,8%. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também cotados para a disputa, somaram 0,7% e 0,6%, respectivamente.

Entre os eleitores que responderam que “podem votar” em Datena nas eleições presidenciais do ano que vem, 52,8% é do público feminino. Além disso, a maior parte dos seus possíveis eleitores (55,5%) tem entre 35 e 44 anos. Ainda nesse grupo favorável a ele, a maioria conta com ensino médio completo (54,9%) e é evangélica (54,7%).

Datena tem histórico de desistir de candidaturas

O PSL é o sexto partido ao qual Datena se filia. Antes, passou pelo PT, PP, PRP, MDB, DEM e MDB. O apresentador já ensaiou duas vezes disputar a prefeitura de São Paulo e uma vez o Senado, mas não levou o projeto eleitoral adiante em nenhuma das ocasiões – o que levanta a dúvida no meio político se ele efetivamente vai ser candidato ou desistir. 

Em 2020, Datena se filiou ao MDB com objetivo de disputar a prefeitura de São Paulo nas eleições municipais daquele ano. A articulação contou com o apoio de Baleia Rossi e do então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (sem partido-RJ).

Contudo, as negociações não avançaram e Datena acabou desistindo do pleito, alegando à época que seus contratos com a TV Bandeirantes pesaram na sua decisão. Sem Datena, o MDB acabou apoiando à reeleição de Bruno Covas (PSDB) e indicou o vice na chapa, Ricardo Nunes.

Dois anos antes, nas eleições de 2018, Datena chegou a lançar sua pré-candidatura ao Senado pelo DEM, numa chapa que teria João Doria (PSDB) como candidato ao governo de São Paulo. No entanto, o apresentador acabou recuando 11 dias depois de ter colocado seu nome na disputa.

Em 2016, ele foi cotado pelo PP para ser candidato à prefeitura de São Paulo, mas também optou por continuar sua carreira como apresentador.

O próprio Datena comentou recentemente sobre a dúvida de que pode desistir novamente. “Desta vez é para valer. Já contestaram isso, falaram que eu não ia sair a nada. Mas eu não respondo a boca de aluguel; só respondo à voz do dono”, disse Datena recentemente.

“Eu continuo ancorado com a possibilidade de disputar o Senado ou o governo de São Paulo. Por enquanto eu sou apresentado como pré-candidato único do PSL e não tenho medo nenhum de disputar a Presidência da República”, afirmou Datena à revista Veja.

Por Wesley Oliveira/ Gazeta do Povo

Em busca de um partido para chamar de seu, Bolsonaro enfrenta resistência no PP

Aliado de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira foi alçado
ao posto de ministro-chefe da Casa Civil.
Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República. 


Cúpula partidária aposta na relação de Ciro Nogueira com o presidente, mas integrantes da sigla querem ampliar bancadas no Congresso e temem que bolsonaristas reivindiquem o comando de diretórios

Apesar da negociação para uma possível filiação ao Progressistas, o nome do presidente Jair Bolsonaro enfrenta resistência de alguns segmentos da legenda. Lideranças da sigla ouvidas pela Jovem Pan temem que o chefe do Executivo federal queira “mandar no partido”. Embora avaliem que a ida de Bolsonaro possa ser positiva, sobretudo em um cenário no qual o presidente pode eventualmente ser reeleito, parlamentares citam o fato do mandatário do país afirmar que quer uma legenda para chamar de sua. Em entrevista à Rádio Grande FM, de Mato Grosso do Sul, no fim de julho, o chefe do Executivo federal disse que quer ter “o domínio do partido”. “Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível”, afirmou há duas semanas.

Novo presidente nacional do partido, o deputado federal André Fufuca (PP-MA) diz que a negociação de Bolsonaro com a legenda é um “projeto embrionário”. Ele avalia, no entanto, que as tratativas ganham força com a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-comandante do PP, para a Casa Civil, o ministério mais importante do governo federal – o próprio Bolsonaro afirmou que entregou “a alma do governo” ao líder do Centrão. “Na Casa Civil, o senador Ciro terá relação diária com a Presidência, os laços se estreitam. A vinda do presidente acarretaria aumento do partido em seu projeto eleitoral”, disse Fufuca à Jovem Pan. Reservadamente, porém, correligionários de Fufuca defendem que o Progressistas use a fatia do fundo eleitoral a que tem direito priorizando a expansão das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal – atualmente, a sigla tem 41 deputados e sete senadores. Considerando o valor de R$ 5,7 bilhões do Fundão, aprovado pelo Congresso antes do recesso parlamentar, o partido receberia cerca de R$ 384 milhões, segundo cálculos de consultores legislativos do Senado. “Temos duas situações, uma do presente e outra pensando neste futuro hipotético. Hoje o partido mira o crescimento da bancada, o crescimento do partido. Somos o terceiro maior partido do país e temos a perspectiva de crescer, nos tornarmos o primeiro do país em 2022. Mas é claro que, se Bolsonaro vier, a prioridade passa a ser a eleição do presidente, sem dúvidas. Mas não tem como fazer uma projeção faltando mais de um ano para o pleito”, pondera o novo presidente do PP.

As principais resistências ao chefe do Executivo vêm do Nordeste. Na Bahia, por exemplo, o vice-governador, João Leão, deputado federal por cinco mandatos, é filiado ao PP. O governador baiano é Rui Costa, do PT. No Ceará, a legenda é presidida pelo deputado federal AJ Albuquerque, filho de Zezinho Albuquerque, atualmente filiado ao PDT e aliado histórico dos irmãos Ciro e Cid Gomes. O Estado é comandado pelo governador Camilo Santana, também do PT. Neste cenário, os pepistas avaliam que é “praticamente impossível” que o comando dos diretórios regionais seja transmitido para o clã Bolsonaro. Há, porém, um aspecto que pode beneficiar o presidente da República: tradicionalmente, as alianças locais não interferem nos acordos costurados a nível nacional. Ou seja, ao mesmo tempo em que compõe a base aliada do governo federal no Congresso Nacional – o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), são da legenda –, o Progressistas se alia a partidos de oposição ao Palácio do Planalto em outros Estados.

Por fim, há um terceiro fator: nas últimas semanas, Bolsonaro tem feito críticas às urnas eletrônicas, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em conversas reservadas, dirigentes partidários temem sofrer sanções do TSE caso o bolsonarismo, uma vez abrigado, mantenha o confronto com os tribunais. Embora componham a base de apoio ao governo, as legendas de centro afirmam que não querem ser associadas a um discurso que atente contra as instituições e a higidez do sistema de votação do país.

Bolsonaro se desfiliou do PSL no dia 12 de novembro de 2019. Ato contínuo, tentou criar o seu próprio partido, o Aliança Pelo Brasil, mas a iniciativa fracassou. Desde então, em um roteiro atípico, o presidente da República está há mais de 630 dias buscando uma legenda. Em quase dois anos, encontrou barreiras em pelo menos três legendas: a ala ligada ao presidente do PSL, Luciano Bivar, trabalha para viabilizar o nome do apresentador José Luiz Datena ao Palácio do Planalto; o Patriota, que abrigou o senador Flávio Bolsonaro, sofreu um racha interno após mudanças estatutárias feitas para abrigar o mandatário do país; no Republicanos, que já filiou Flávio e é a atual legenda do vereador Carlos Bolsonaro, a possibilidade é rechaçada pela cúpula partidária. Como o mandatário do país precisa de uma legenda para disputar as eleições de 2022, partidos de menor porte seguem no seu radar: o PTB, de Roberto Jefferson, e o PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão, negociam com a equipe de Bolsonaro e se dizem de braços abertos para recebê-lo.

Por André Siqueira

‘PEC do voto impresso será derrubada de forma acachapante’, diz vice da Câmara

Marcelo Camargo/Agência BrasilMarcelo Ramos,
vice-presidente da Câmara, já fez críticas a proposta


Marcelo Ramos disse que proposta será rejeitada e ‘vamos virar a página’; deputado também elogiou decisão de Arthur Lira

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou na noite deste sábado, 7, que a PEC do voto impresso será derrubada “de forma acachapante” no plenário da Casa. “Semana que vem a tal PEC do voto impresso será derrubada de forma acachapante e vamos virar a página pra discutir temas que mudem a vida dos brasileiros garantindo vacina no braço, emprego e comida no prato”, escreveu o deputado em sua conta do Twitter. Mais cedo, Ramos elogiou a decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de levar a proposta para votação em plenário. “A decisão do presidente Arthur Lira é um gesto para país porque dá legitimidade plena pra decisão sobre o voto impresso”, afirmou. Lira fez o anúncio na sexta-feira, 6, após o projeto ser rejeitado na comissão especial que analisa o tema. Na ocasião, ele disse que o plenário será “o juiz” da disputa que “infelizmente já foi longe demais”.

Por Jovem Pan

Bolsonaro participa de motociata em Florianópolis

Presidente se reuniu com apoiadores para mais um passeio
 de moto. JERÔNIMO DO CARMO/ISHOOT


Presidente se reuniu com apoiadores, defendeu o voto impresso e disse que não vai ser ‘um ou dois ministros do STF que vão decidir futuro da nação’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de um passeio de moto com apoiadores neste sábado, 7, em Florianópolis. A motociata começou por volta das 10h30 e provocou alterações no trânsito da cidade, além de aglomerações. O presidente não usava máscara. Após passar por diversos pontos da cidade, ele subiu em um carro de som e discursou para os apoiadores. O empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, também estava presente. “É fácil ser comunista em um país livre. Eu quero ver é ser livre em um país comunista”, disse Bolsonaro. O presidente também voltou a defender o voto impresso. “Não vai ser um ou dois ministros do STF que vão decidir o destino de uma nação (…) Há mais de um ano eu venho advertindo que temos que ter eleições limpas no Brasil. Quem não quer eleições limpas e contagem pública de votos pode ser tudo, mas não é democrata. E quem não é democrata não tem espaço no nosso Brasil”, declarou. “Eu tenho limites. Alguns acham que são donos do mundo, vão quebrar a cara”, completou Bolsonaro.

Por Jovem Pan

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